sábado, 29 de janeiro de 2011

Bem Orientados fomos ao Museu do Oriente



Os “Setimanistas 59-60” , com o passar dos anos em vez de envelhecerem ficam sábios. Desta vez juntando o útil ao agradável, combinaram o seu habitual jantar no Museu do Oriente, onde nas noites de quinta-feira, são promovidas visitas guiadas às exposições permanentes, seguida de jantar no restaurante.
Assim fizemos.
Durante uma hora fomos conduzidos por uma guia (na minha opinião "fraquinha" para o nível do Museu) às exposições:
Presença Portuguesa na Ásia,


e Deuses da Ásia
.



A Presença Portuguesa na Ásia versa a construção da nossa utopia oriental que vem desde o século XV, baseada no comércio, na missionação e no encontro de culturas.
A exposição Deuses da Ásia procura dar a conhecer certos aspectos da arte religiosa asiática, sobretudo ao nível popular.
Aqui estão representadas as grandes religiões do continente: o hinduísmo, o budismo, o taoísmo, o shintô.

Terminada a visita, rumamos ao último piso do Museu onde, no restaurante, um jantar bufete aguardava.
O restaurante é um espaço elegante, com uma decoração minimalista, de linhas direitas e modernas em tons de preto e branco.
A imagem de marca da sala é a soberba vista para a outra margem do Rio Tejo.




Conclusão:
Quem foi gostou;
Aos “Setimanistas” que não participaram nesta visita e neste jantar, recomenda-se.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Mais um jantar





E para não perder os bons hábitos, lá nos reunimos como de costume à volta da mesa (os "Setimanistas" Cubanos).
O jantar decorreu no CIF, no Restelo no dia 26 de Novembro.
Responderam à chamada quinze "Setimanistas" e uma "Penetra".
Ausentes que justificaram a falta:
O Repetente (Padre Jardim Gonçalves);
João Luís Menezes;
Rui Olim
Fernando Freitas;

Os restantes tiveram falta a vermelho.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Passeio de Ouro







Por Vasco Lemos Vieira


Tudo organizado, faltava que o tempo fugisse à previsão. À saída de Lisboa tudo indicava o contrário. E o desconforto da Estação do Oriente evidenciava isso mesmo.
O Alfa trazia a primeira surpresa. Na carruagem vinham muitos dos participantes na aventura que seria conhecer o Douro à chuva.
Logo a chover neste fim-de-semana! É assim a vida, por vezes, muitas vezes queremos chuva e temos Sol.
A viagem foi feita à chuva e as conversas também. Mas a vontade de ir mostrava que fizesse o tempo que fizesse ia ser um encontro em que as amizades de meninos voltariam a valer.
Precisamos de recordar e continuar.
Porto cinzento claro, será que o tempo muda?
Primeiro encontro, e bem improvisado, com filetes de polvo no Aleixo. Fala-se dos que “faltam” e saúda-se os que estão.
Cruzam-se logo “aventuras” do Funchal a Lisboa, ao Porto e a Coimbra, meninas e moças que navegaram e conquistaram.
E eu pensava e via-as à saída do Liceu, e como continuavam agora bonitas.
Convencido que era o fotógrafo de serviço, estatuto ganho por algumas reportagens recentes, dispunha-me a gravar algumas chapas, que agora são pixels e logo se apagam se ficarem desalinhados ou sem cor. A concorrência era feroz pois quase todos exibiam a sua caixinha.
Só que a minha era maior, cabia lá mais gente…. Mas a pressão de não mostrar algumas das fotos era muita pois onde eu via uma boa fotografia elas vêem o tempo e culpam-me por estar tão perto. E é divertido quando me aprovam alguma.
E veio a Música. A Casa é diferente na forma e impõe diferente beleza, mas endireita-se no interior e foi um espectáculo magnífico ver e ouvir “ O violoncelo transfigurado”.
À saída chovia.
Mas tal qual merecíamos a manhã mostrava, entre algumas nuvens, o Sol.
E assim a maior surpresa passou a ser o “Pirata Azul” Esse mesmo, o que atravessava o mar da Travessa entre a Madeira e Porto Santo, levando os passageiros quase ao desespero, estava reformado e agora, mesmo contra a corrente navegava tranquilo nas águas espelhadas do Rio.
A viagem decorria conforme programada e excedia em tudo o que esperava.
O Douro ziguezagueava para nos mostrar as suas margens. O Porto é mesmo sentido visto do seu Rio. As margens são sempre diferentes e bonitas. A água varia a cor de azul a castanho ou verde de continuarmos a passear as nossas recordações.
Cheira o aroma dos vinhos.
E dois dias fugiram entre paisagens, brindes, sorrisos e...planos para a próxima viagem.
Agora quem baloiçava era o comboio que nos trazia de volta. Deve valer a pena a viagem e os balanços mas com o Sol.
E o “Pirata Azul” continuará a fazer as ondas que o perseguem.
Vasco

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Cruzeiro no Douro (último número)

Enfiados num desconfortável comboio inter-regional, lá fomos em direcção ao Porto.

Nestas fatigantes quatro horas de viagem,uns dormiam,
outros liam,
alguns disfarçados de fazendeiros, discutiam animadamente a sua agricultura e a sua pecuária virtual.

A viagem está terminada.

Para trás ficou o Rio Douro, os seus vinhedos, as suas barragens e respectivas eclusas.
Disso tudo demos conta nestas notas que escrevemos.
Mas não poderemos terminar esta "reportagem" sem uma referência às pontes do Rio Douro e que são verdadeiras obras de arte e algumas delas representam o que melhor se faz na engenharia portuguesa.
Avistámos ou atravessámos as seguintes pontes:




A Ponte de Arrábida é uma ponte em arco sobre o Rio Douro que liga Porto (pela zona da Arrábida) a Vila Nova de Gaia .
No tempo da sua construção em 1963, a ponte tinha o maior arco em betão armado de qualquer ponte no mundo.



Esta ponte, assim chamada em honra de Maria Pia de Sabóia, é uma obra de grande beleza arquitectónica, projectada pelo Eng.º Théophile Seyrig e edificada, entre 5 de Janeiro de 1876 e 4 de Novembro de 1877, pela empresa Eiffel Constructions Métalliques. Foi a primeira ponte ferroviária a unir as duas margens do rio Douro.


A Ponte do Freixo é uma ponte rodoviária que liga Vila Nova de Gaia ao Porto, sobre o rio Douro, em Portugal.
Das pontes que ligam o Porto a Vila Nova de Gaia, a Ponte do Freixo é a que está mais a montante do rio Douro. Projecto de autoria do Prof. António Reis, a Ponte do Freixo foi construída na tentativa de minimizar os congestionamentos ao trânsito automóvel vividos nas Pontes da Arrábida e de Dom Luís I, particularmente notórios desde finais da década de 1980.




Baptizada em honra do Infante D. Henrique, nascido no Porto, é a mais recente e, segundo muitos, a mais esbelta ponte que liga Porto e Gaia. Foi construída para substituir o tabuleiro superior da Ponte Luís I, entretanto convertida para uso da "Linha Amarela" (Hospital de São João/D.João II) do Metro do Porto



A Ponte Luís I é uma ponte construída com estrutura metálica, entre os anos 1880 e 1887, ligando as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia (margem norte e sul respectivamente) separadas pelo rio Douro, em Portugal.

A ponte foi inaugurada em 1887, e, devido à ausência do Rei Dom Luís I na inauguração, a população do Porto decidiu, em resposta ao acto desrespeitoso, retirar o "Dom" do respectivo nome. Logo a ponte chamar-se-á "Luís I" e não "Dom Luís I", como erradamente a designam.



Fazendo jus ao seu nome, a ponte foi inaugurada no dia de São João, em 24 de Junho de 1991.
Tal como a Ponte da Arrábida, à data da sua inauguração, também a Ponte de São João com o seu vão central constituiu um recorde mundial neste tipo de pontes, neste caso, para caminho-de-ferro.

E já que estamos nas referências pós-cruzeiro, não posso deixar de recordar as anedotas não publicáveis contadas pela Vivinha, pela Rita e pelo Pimenta.
Só repito a única de que se pode classificar como sendo uma adivinha de salão da autoria do Pimenta.

- Sabes quantos pardais pode um escocês esconder debaixo do seu "kilt" ?
- ??????????
- Depende do tamanho do poleiro.


FIM

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cruzeiro do Douro (8)

Eis-nos chegados a Barca D´Alva que faz fronteira com Espanha.


Em 1887, Barca d'Alva foi palco da conclusão da Linha do Douro. Com a ligação feita à estação de Boadilla através de La Fregeneda, a Linha do Douro transformou-se numa linha internacional, sendo a ligação mais directa entre o Porto e o resto da Europa.

Porém, em 1985, o troço Boadilla-Fregeneda-Fronteira do Águeda foi encerrado. Barca d'Alva e o Douro perdiam a sua ligação internacional, e em 1988 era a vez do último comboio apitar em Barca d'Alva, com o encerramento do troço Pocinho-Barca d'Alva. Actualmente, todo o conjunto da estação está abandonado.

Como tivemos oportunidade de verificar, Barca D´Alva hoje é um lugar morto. Morta está também a linha férrea que liga ao Pocinho.
Não resisti e fui "roubar" à net estes slides que reproduzo aqui, para que tenhamos presente que Portugal é um país sem interior.
Este é o troço e a paisagem que nos privaram de conhecer.
Como quem não tem cão, caça com gato, lá fizemos o percurso Barca D´Alva-Pocinho no nosso Pirata Azul, durante o qual preparámos o estômago com um lanche(?), constituido por caldo verde, chouriço, enchidos, queijos e vinho.
Assim se lancha no Norte de Portugal.

Bem lanchados, cá estamos na Estação do Pocinho



Aguardando o comboio



A viagem está prestes a terminar.


Continua

domingo, 24 de outubro de 2010

Cruzeiro do Douro (7)

E sai almoço



E sai Bonita Paisagem



E sai Barragem




E sai informação da guia acerca da Barragem do Pocinho.
Diz a guia que:

Este aproveitamento, o mais a montante do troço nacional do Douro, entrou em serviço em Março de 1983, tendo sido o quarto a ser realizado no referido troço.

A barragem do Pocinho é constituída essencialmente por uma central, implantada junto da margem esquerda, por uma Barragem-Descarregador na continuidade daquela e separada dela pelo muro Barragem-Central, onde se integra uma eclusa de peixes, e por uma eclusa do canal de navegação do Douro , com um comprimento de cerca de 90 m e uma largura de 12,1 m.

Terminaram as barragens e as eclusas, mas não terminou a nossa boa disposição nem a calma que o rio proporciona.
Vamos, continuando a apreciar as paisagens únicas do Rio Douro, desembarcar em Barca D´Alva.

Continua

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Cruzeiro no Douro (6)

Domingo 10 de Outubro.
Manhã cedo. Manhã bonita. Voltamos ao Cais da Régua onde nos espera o "nosso Pirata Azul" e o segundo pequeno-almoço do dia.
Vamos subindo o Douro das encostas vinhateiras.






A voz da nova guia com um ligeiro acento estrangeirado (seria Ucraniana?) anuncia e dá informação acerca da Barragem de Bagúste (que ela pronunciou Bajuste).


Ficámos a saber que:


A construção foi finalizada em 1973.
Possui uma altura de 41 m acima da fundação A barragem inclui uma eclusa do canal de navegação do Douro, com um comprimento de cerca de 90 m e uma largura de 12,1 m, que vence um desnível máximo de 28,5 m.

Pronto. Ficámos mais cultos e informados. Continuemos a navegar com destino ao Cais de Pinhão, onde deixámos uns 20 turistas e recolhemos 4. Saldo positivo para os que ficaram.

Mais uma Barragem. Valeira de seu nome.


Ouçamos a nossa guia.

Este empreendimento foi o terceiro a entrar em serviço no Douro Nacional, em 1976.

O aproveitamento da Valeira é constituído por um bloco de construção, junto da margem direita, que inclui a central, uma Barragem-Descarregador, situada sensivelmente a meio do vale, separada daquela pelo muro Barragem-Central, onde se encontra instalada uma eclusa de peixes do tipo Borland e uma eclusa de navegação, na continuidade da barragem, junto do encontro da margem esquerda e ainda uma subestação localizada na margem direita a jusante da barragem.
O desnível é de 32 metros.

Uf... A guia sabe muito.

Avancemos para o aperitivo e saboriemos o almoço que vai ser servido.


Continua

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cruzeiro no Douro (5)

A guia não disse, mas digo eu:

Vila Real foi a quarta localidade portuguesa a ter abastecimento público de electricidade, depois de Lisboa, Porto e Braga. Mas foi a primeira a produzir energia hidroeléctrica, quando corria o ano de 1894.

Desde o foral de D. Afonso III (1272) que o brasão de Vila Real ostentava uma mão segurando uma espada com a ponta virada para cima. No entanto, em 1641, na sequência da Restauração da Independência (1 de Dezembro de 1640), os Marqueses de Vila Real abraçaram a causa da união com Espanha, pelo que, como castigo, D. João IV ordenou que daí em diante a espada figurasse com a ponta virada para baixo, em sinal de desonra. Só em 1941, na sequência de um requerimento da Câmara Municipal ao Ministro do Interior, é que a espada voltou à sua posição original, terminando com 300 anos de vergonha.

Em Vila Real nasceram alguns ilustres, sendo um deles Carvalho de Araújo



Recordemos Vila Real através das bonitas fotos do Rui Pinto da Silva








Continua

Cruzeiro no Douro (4)

O almoço vai ser servido.
Muito comem e bebem os "Setimanistas" que vão no Cruzeiro !!!




A bela paisagem sempre presente



Os "Setimanistas" continuam animados







E cá estão eles desembarcando na Régua,



depois de mais uma prova de vinhos da Quinta do Casalinho.

já estão a caminho de Vila Real



onde pernoitarão no Hotel Miracorgo.

Continua