segunda-feira, 27 de abril de 2009

Há 50 Anos

Continuando a emitir Música com 50 anos de vida a versão moderna da Emissora de S. Martinho

dedica este Rock a todos os Setimanistas 59/60 que participaram na Hora de Arte hoje encerrada

Hora de Arte



Vamos encerrar estas Pequenas Memórias dedicadas à Hora de Arte recordando todos os "Setimanistas" que, fazendo de "estátuas vivas" contribuiram para o sucesso desta iniciativa.

Foi uma forma muito original de divulgar pintura.

Por ordem de entrada em cena:

Maria do Carmo Sena Lino

Margarida Leal

Avelino Coelho

Maria do Carmo Almeida

Isabel Margarida Vasconcelos

Marta Pinto da Silva

Angela Martins

e

Manuela Drumond

Nuno Homem Costa

Estes dois últimos "setimanistas" materializaram o quadro mais valioso e que se vê aqui reproduzido.
É uma obra do ano de 1859 e hoje integra o acervo do Museu de Orsay.Angelus é o quadro mais famoso do pintor francês Jean-François Millet (1814-1875).

domingo, 26 de abril de 2009

Hora de Arte









Descubra as diferenças.
Como os Setimanistas 59/60 eram excelentes estátuas vivas.
Se fosse hoje ganhariam a vida na Rua Augusta em Lisboa ou em qualquer outra capital Europeia.

sábado, 25 de abril de 2009

1959 Discos Pedidos



Esta é a versão moderna da Emissora de S. Martinho
Era assim que o Óscar Portela embalava os Setimanistas 59/60 nas manhãs de domingo e por isso vamos dedicar-lhe esta música.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Hora de Arte dos Setimanistas 59/60



Quadro 1




Quadro 2



De entre os quadros reproduzidos na Hora de Arte, estavam estes.

Uma pergunta que é ao mesmo tempo um desafio à vossa memória:


  1. Quem pintou estes quadros?

  2. Quem foram os "setimanistas" que representaram as personagens neles pintadas?

Respostas para castro.correia@netcabo.pt .

Aconteceu em 1959



O Prémio Nobel da Literatura é ganho pelo poeta Italiano Salvatore Quasimodo.










Nesse mesmo ano os Setimanistas 59/60, dando continuidade ao seu Programa de Festas, apresentavam no Liceu a Hora de Arte.

A Hora de Arte consistiu na apresentação de quadros de pintores portugueses, em que as personagens eram representadas por estudantes do 7º ano.

Visto à distância de 50 anos, podemos considerar que os setimanistas 59/60, foram percursores das estátuas vivas.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Música de 1959



Era obrigatório escutar música Francesa e a inesquecível Edith Piaf

Album do Cortejo Académico






Album da Viagem aos Açores


















Posted by Picasa





O Album da Viagem aos Açores está mais rico graças à resposta ao apelo, dada pelo Nuno Homem Costa, através da sua eficiente e colaborante "secretária" Emília Homem Costa.

Vantagens de dormir com a "secretária"... (Clique sobre a imagem para aumentar)

Agradecimentos também para o Fernando Freitas.
E a partir de hoje 2009/05/25 Manuela Drumond.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Frank Borzage




FRANK BORZAGE
Nasceu em Salt Lake (U. S. A.) em 1893, sendo os seus pais suecos. Começou a vida artística como autor e, depois, como realizador a partir de 1913, sendo considerado o mais terno e lírico cultivador do drama. Realizou entre outros os seguintes filmes:
1919; Humoresque. 1927: The Scventh Heaven (A Hora Suprema). 1929: The River. 1932: Farwell to Arms. 1933: Man´s Castle (A Vida é um Sonho). 1934: Litle Man What Now? 1935: Pal Street Boys. 1936: Desire. 1948: Moonrise (Consciências em Paz).

Sessão Clássica no Teatro Municipal




Há 50 Anos as Nossas Pequenas MemóriasIntegrado no Programa de Festas os Setimanistas 59/60 organizaram no Teatro Municipal uma Sessão Clássica que consistiu na exibição do filme "Consciências em Paz" (Moonrise no título original).
Este filme foi realizado em 1948 por Frank Borzage.


A acção tem lugar numa pequena cidade, no interior da Virgínia e o argumento é uma história simples de amor e arrependimento. Danny, cujo pai foi enforcado, sob a acusação de homicídio, cresceu, amargurado e em extremo magoado pêlos murmúrios da província; uma noite, a grosseria do filho do banqueiro local exerce-se sobre ele, há uma luta entre ambos, finda a qual Danny se encontra em face de novo problema: o de ser ele também um assassino. Não se segue a isto nenhuma perseguição. O conflito é interior, porque o "sheriff" embora suspeite de Danny, espera, por simpatia pelo rapaz, que ele obtenha a circunstancia atenuante da confissão do seu crime. É graças aos esforços da sua namorada, professora primária da cidade e do seu amigo mais próximo, um triste e sábio velho negro, que Danny tem um momento de confiança e salva-se.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Prémio Nobel da Medicina em 1959

" Severo Ochoa
USA New York University, College of Medicin

Arthur Kornberg

USA Stanford University Stanford

Cortejo Académico dos setimanistas 59-60

(Clicar para ampliar a fotografia)



Este é um dos carros que desfilaram no Cortejo Académico dos Setimanistas 1959-1960.



Que vejo eu nesta fotografia?


Um grupo de jovens, alegres, divertidos, plenos de esperança e de certezas na vida que os espera.


Um carro antigo com a sua missão quase cumprida mas que insiste em transportar esses jovens


até onde eles quiserem.


Um caminho de calhaus que parece alertar os jovens para os terrenos difíceis que encontrarão na caminhada que estão a iniciar.



Os Amigos

Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria —
por mais amarga.

Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia"

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Aconteceu em 1959

No Mundo



  • Sublevação anti-chinesa no Tibete

  • Dalai Lama foge para a Índia

  • Lunik2 soviética atinge a lua

  • Adenauer, Eisenhower, De Gaulle e MacMillan reunidos em Genebra convidam Khruchtchev para uma cimeira; o convite é aceite

Em Portugal




  • • Cartas Abertas de Católicos criticando o regime

  • Inaugurado Monumento ao Cristo Rei

  • • Revolta do Pidjiguiti em Bissau

  • • Eleição do Presidente da República por colégio eleitoral


Na Madeira




  • Chegada de Fulgêncio Batista ao Funchal, fugido da Revolução Cubana.
    Fulgêncio Batista, instalou-se com uma vasta comitiva de fugidos da Revolução,no Hotel Reid´s

    Cortejo Académico dos Setimanistas 1959-60

domingo, 19 de abril de 2009

Os Professores da minha vida

Não vou falar, neste blogue, dos muitos e bons professores que tive e continuo a ter ao longo da vida, entre os quais os meus netos, com quem, aprendo a jogar com a “Play Station” com o “Nintendo” e às “Escondidas” em versão actualizada.
Qualquer dos professores do nosso Liceu, ajudaram a estruturar a minha personalidade, ajudaram a raciocinar, enquanto ser pensante, completaram e sedimentaram os valores que nos davam em casa e que na época eram claros e indiscutíveis.
Quero no entanto destacar dois nomes, o Dr. Sérgio Camacho e a Dr.ª Ana Leal

Nunca conheci no Liceu outro professor de Matemática. O Dr. Camacho (ou o Camachinho como nós carinhosamente chamávamos) foi meu professor do 1º ao 7º ano. Ensinou-me a raciocinar, ensinou-me a não ter medo da Matemática, ensinou-me mesmo a gostar de Matemática. Ensinou-me a tratar da Matemática como se de um jogo se tratasse.
A Dr.ª Ana Leal que foi minha professora de História no 2º Ciclo ensinou-me a importância da História. Ainda hoje retenho a definição que ela deu logo na sua primeira aula no 3º ano. Dizia ela:
História é a ciência que estuda os acontecimentos mais relevantes ocorridos no passado, relaciona-os e explica a acção do homem no tempo e no espaço à luz desses acontecimentos.

A Dr.ª Ana Leal, entusiasmava-se, quando falava de África, ou de algumas das figuras históricas que ela admirava: Napoleão o Marquês de Pombal etc.. Estimulou o gosto pela pesquisa e pela leitura.

Qualquer deles contribuiu de forma marcante para aquilo que foi a minha vida. Obrigado.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Um poema, um pedido

Intacta memória – se eu chamasse
Uma por uma as coisas que adorei
Talvez que a minha vida regressasse
Vencida pelo amor com que a lembrei
.

Sophia Mello Breyner

‘Plagiando’ a ideia da autora, se nós, aqui neste espaço de pequenas memórias, recordarmos uma por uma as coisas que vivenciámos em conjunto, talvez a nossa juventude “regressasse”, vencida pelo entusiasmo…

Venham daí os vossos contributos para este blogue, não numa perspectiva saudosista ou revivalista, mas antes como forma de estabelecer um ponto de encontro da geração 59/60 do nosso liceu.
Porque, nem tudo o passado levou...


Em jeito de nota final: pode ser apenas um comentário, uma sugestão, uma pergunta ou reparo, o que importa é sabermos que houve eco…

Luísa Spínola

Férias de Páscoa nos Açores












Graças à preciosa colaboração da Luisa Spínola e do Vasco Lemos Vieira, estamos a construir um Album das Férias de Páscoa nos Açores do Sétimo ano 1959-1960.

Aguardamos novos contributos.






quarta-feira, 15 de abril de 2009


Férias de Páscoa nos Açores


Por Luísa Spínola

A propósito da recente Festa da Páscoa decidi recordar nestas ‘Pequenas Memórias’, aquela que foi uma das mais marcantes da despedida da nossa vida liceal - a viagem aos Açores.
Acompanharam-nos nesta digressão o Dr. Camacho e a Dra. Sílvia Ramos, que tiveram a “autoridade professoral” de domar este grupo de 34 jovens “malandros” (quase todos!) a querer “sair da casca”… Tivemos ainda a simpática companhia da nossa madrinha, Dalila Muller e sua mãe D. Dolores Câmara.
Assim, nas férias de Páscoa, dia 2 de Abril de 1960, partimos a bordo do velho “Carvalho Araújo”, rumo aos Açores, a fim de concretizar a tão almejada viagem de finalistas, tendo em vista um enriquecimento cultural e humano. Após alguns acidentes de percurso, colegas “mareados”, chegámos à primeira das nove ilhas a visitar – Santa Maria, - onde tivemos a mais calorosa recepção, não faltando banda de música! …
O diário “Açores” de 6 de Abril publicava a seguinte nota:
“Ontem, ao desembarcarem em Vila do Porto, os estudantes madeirenses tiveram recepção festiva, expressa em aplausos da população, em colgaduras nas janelas, e varandas e flores.No primeiro contacto com a Terra Açoriana esta embaixada de juventude sentiu a primeira expressão fraterna de ilhéus para ilhéus, que terá a mais sólida continuidade no decurso desta viagem há pouco iniciada.”
De facto, é para nós inesquecível a espontânea hospitalidade de Santa Maria, assim como a beleza impressionante de S. Miguel, a alegre cidade de Angra do Heroísmo na Terceira, os Capelinhos no Faial, a Caldeira de enxofre na Graciosa, e todo o carinho com que fomos recebidos pelas autoridades locais em todas as ilhas.
Na ilha Terceira, na Base das Lajes, tivemos o ensejo de provar pela primeira vez uma Coca-Cola! … E que satisfação ao ter experimentado esse “fruto proibido” na época em Portugal !
Tivemos também oportunidade de conviver, em ambiente de franca camaradagem, com outros jovens finalistas açorianos, entre eles o Mota Amaral de S. Miguel e Medeiros Ferreira da ilha Terceira. Constatámos ainda que as raparigas açorianas eram muito mais “recatadas” que nós as madeirenses… Gostávamos muito mais de dar um “pé de dança”…
Ao fim de quase duas semanas de “regabofe”, regressámos ao Funchal, trazendo na bagagem uma mala cheia de inolvidáveis recordações e de Saudade. E porque neste tempo partilhámos o mesmo espaço, as mesmas festas, as mesmas alegrias, as mesmas peripécias, ficara ainda mais sólido aquele sentimento tão grande e lindo como o Mar – a AMIZADE.



segunda-feira, 13 de abril de 2009

Aconteceu há 50 anos

Em 1959, mais exactamente há 50 anos, ocorriam acontecimentos no mundo e no país que foram relevantes para o nosso futuro.



Alguns acontecimentos mundiais que ocorreram em 1959:




  • A Conferência de Zurique, que determinou a independência de Chipre;

  • A vitória da revolução cubana, a ascensão de Fidel Castro ao poder;

  • O direito de autodeterminação da Argélia reconhecido por Charles De Gaulle;

  • Os filmes da Nouvelle Vague, entre eles “Os 400 Golpes” e “Hiroshima, Meu Amor”;

  • A boneca Barbie é apresentada oficialmente na Feira do Brinquedo de Nova York.

Em Portugal:



  • Humberto Delgado pede asilo político à Embaixada do Brasil, em Lisboa, e parte, posteriormente, para este país.

  • Henrique Galvão, refugia-se na Embaixada da Argentina, depois de ter fugido do hospital de Santa Maria.

  • Descoberta conspiração para um golpe de Estado que envolve elementos da Acção Católica (“Revolta da Sé”).

  • O bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, é impedido de entrar em Portugal no regresso de uma viagem a Roma, sendo forçado a exilar-se.

Enquanto isso, na Madeira:

  • O Madeira começa a organizar a «Volta à Ilha da Madeira» em automobilismo, hoje Rali Vinho da Madeira,

E, talvez o acontecimento mais importante para nós, setimanistas:



  • Destituição de uma primeira Comissão Organizadora do Programa de Festas de 7º ano 59-60,após uma reunião havida no Pavilhão Marinho do Hotel Savoy (havemos de voltar a este palpitante tema nas nossas Pequenas Memórias).

Era assim a Madeira em 1959

domingo, 12 de abril de 2009

Os Nossos Jantares




Não sei quando começou, não sei onde é que começou, só sei que desde então, nunca deixou de acontecer.

Refiro-me aos nossos jantares, realizados aqui em Lisboa.

Periodicamente, diria, quase mensalmente, lá estão os "setimanistas 59-60", à volta de uma mesa, discutindo os problemas do mundo, do país, da Madeira e por vezes da nossa rua.

Temos sempre solução para toda as dificuldades que são enunciadas.

Há um organizador para cada jantar.

O último, foi na passada 3ª feira e foi da responsabilidade do João Luís Menezes.

Escolheu o Restaurante D.Feijão. Pela primeira vez repetimos um restaurante, mas o organizador está desculpado, pois desconhecia que isso ia suceder.

Responderam à chamada 15 "setimanistas" . Faltaram alguns dos fiéis.

O próximo jantar realiza-se a 5 de Maio. Aqui fica a notícia.

Comemorar os 50 Anos

Como já temos referido, vamos comemorar os 50 anos do nosso 7º ano de Liceu.

Parece que foi ontem que, plenos de juventude e de esperança deixámos o Funchal para iniciarmos uma nova vida numa das três cidades universitárias então existentes - Lisboa, Coimbra e Porto.

Muitos de nós viram os seus sonhos transformados em realidade. Outros, felizmente poucos, deixaram-nos mais cedo.

Ao longo destas cinco décadas fomos mantendo os contactos o que permitiu aprofundar e fortalecer uma amizade forjada na adolescência.

Temos pois o privilégio de pertencer a um grupo e a uma geração que cresceu e envelheceu junta.

É algo raro que merece ser devidamente comemorado.

Todos são imprescendíveis e importantes nessas comemorações

Mais Música do Nosso Tempo

Esta é uma das canções mais emblemáticas do nosso 6º e 7º ano . Ao ouvi-la faz-me
"voar" até 59/60 e recordar as tardes dançantes na casa do Granwehr no final de cada período.
Com gira-discos e os saudosos discos vinil dançávamos ao som de Volare ", das canções românticas de Paul Anka , Marino Marini , The Platters , Elvis Presley , etc.
Boa música e outros tempos! Recordar é volare "...

Luisa Spínola

Neve na Madeira

É verdade, há muito tempo que não via tanta neve na Madeira como este Inverno, e o Pico do Areeiro mais parecia o Monte Branco.
Os nossos passeios à neve no tempo do liceu eram para mim as melhores "aulas"... Era o belo da Natureza, o convívio, o "apatinhar" a neve ou granizo, enfim, toda aquela "retoiça" de jogar bolas de neve uns aos outros.
A casa de abrigo do Poiso era, e continua a ser, uma paragem obrigatória onde, nós as raparigas, aquecíamos o estômago com café de cevada, enquanto os rapazes preferiam uma "ponchinha"...
De regresso ao Funchal, e na camioneta, os colegas sentados na parte de trás cantavam " a malta lá da frente está cheirando a aguardente..." De imediato, soava a resposta " a malta lá de trás está cheirando a aguarrás..." E o regresso era de facto muito mais animado e barulhento, tal a euforia causada pela famosa poncha.

Luisa Spínola

As tardes Dançantes do Granwehr Disco 2

Entretanto,por que o DJ da casa do Granwehr, vai passar a Semana Santa a Sevilha, suspende por uma semana, esta maravilhosa Tarde Dançante.

As Tardes Dançantes do Granwehr Disco 1

Este é o disco da época. 45 rpm

As Tardes Dançantes do Granwehr

Uma vez por trimestre o nosso amigo Granwehr, lá organizava uma tarde dançante na sua casa na Estrada Monumental.


Julgo que era um bom pretexto para estar junto da sua amada, pois tímido como era, não encontrava outro meio para fazer a abordagem.


Como e muito bem lembra a Luisa, lá íamos (os que eram convidados) carregados com o gira-discos (na altura chamávamos "pick-up") e os discos de vinil, com as nossas músicas preferidas na época.


Aí escutámos e dançámos ao som do Marino Marini, do Paul Anka, do Elvis Presley etc.


Aí inventámos as expressões "está fininho" e "estás a encruar". Aí nasceram e morreram as primeiras paixões platónicas.


durante os próximos dias reviveremos a música das tardes dançantes do Granwehr.






A Frase do Dia

"A música é o remédio da alma triste."


( Walter Haddon )

Para ler e reflectir.

Hoje não tenho tempo nem inspiração para escrever, no entanto apetece-me comunicar.




"Amizade



Muitas pessoas irão entrar e sair da sua vida
mas somente verdadeiros amigos deixarão pegadas no seu
coração.

Para lidar consigo mesmo, use a cabeça,
para lidar como os outros, use o coração,
raiva é a única palavra de perigo.

Se alguém te traiu uma vez, a culpa é dele;
Se alguém te trai duas vezes, a culpa é sua.

Quem perde dinheiro, perde muito,
Quem perde um amigo, perde mais.
Quem perde a fé, perde tudo.

Jovens bonitos são acidentes da natureza:
Velhos bonitos são obras de arte.

Aprenda também com o erro dos outros,
você não vive tempo suficiente para cometer
todos os erros.

Amigos você e eu...
Você trouxe outro amigo...
Agora somos três...
Nós começamos um grupo...

Nosso círculo de amigos...
E como um círculo,
não tem começo nem fim...

Ontem é história:
Amanhã é mistério,
Hoje uma dádiva,

É por isso que é chamado presente..."



Fabiano Lustosa

Excursões à Neve

Lembram-se?!


Na década de 50, a nossa rotina citadina era quebrada, sempre que nevava no Pico do Areeiro.


Naquele tempo (25 AAJ)* o Pico do Areeiro ficava longe e era necessário um dia completo para "irmos à neve".


Alugava-se uma camionete (ou seja um horário) e com partida do Liceu, lá iamos agasalhados a caminho do Poiso.


A camioneta aí parava e toca a fazer o resto do percurso a pé, obviamente após termos aquecido com uma ou duas ponchas (consoante as posses) na Venda do Poiso.


Atirávamos neve (julgo que era granizo) uns aos outros, tirávamos umas fotografias do grupo e lá regressávamos à camionete.


O regresso era sempre mais barulhento, mas as canções não variavam muito. Eram as mesmas da ida: "Ai Borda Rica Filha Borda Borda" e "Se Um elefante incomoda muita gente.." nos intervalos lá vinha uns F..R...ÁS.


Isto acontecia uma ou duas vezes por ano.


Ora digam lá que a Juventude Madeirense não se divertia nos anos 50!!!



*Tradução: AAJ=Antes do Alberto João






Música do Nosso Tempo



Também faz parte das nossas Pequenas Memórias e dos Bons Momentos dessa época.

É a Vida

Durante a nossa vida:

Conhecemos pessoas que vem e que ficam,
Outras que, vem e passam.
Existem aquelas que,
Vem, ficam e depois de algum tempo se vão.
Mas existem aquelas que vem e se vão com uma enorme vontade de ficar...

Charles Chaplin

O Jorge

No Liceu do Funchal, há cinquenta anos, tudo estava hierarquizado e arrumadinho no seu lugar. O Reitor mandava na Escola, o vice-reitor velava pela disciplina, os professores ensinavam, os estudantes aprendiam e .... os contínuos, ah.... os contínuos, esses, mandavam, velavam pela disciplina e ainda ensinavam algumas coisas, do muito que tinham aprendido ao longo da vida.


Nunca entendi por que é que eram classificados como PESSOAL MENOR, mas sempre aceitei que chamássemos ao professor de Matemática o Camachinho, à professora de História, a Ana Leal, ao professor de Ciências, o Canedo, ao professor de todas as disciplinas, o Horácio Bento, contrapondo ao modo cerimonioso e respeitador, que, qualquer que fosse a circunstância e ocasião, ao referirmo-nos aos contínuos, fazíamos anteceder os seus nomes por um redondo e sonoro Senhor.


Eram eles: o Senhor Cró, que mandava nos Laboratórios, o Senhor Nóbrega,que mandava na Biblioteca, a Dona (ou seria Senhora Dona?) Conceição, que mandava no recreio das raparigas, o Senhor Mário, lá mandava no recreio do primeiro ciclo e o Senhor Plácido que mandava em todo o Pessoal Menor. Em linguagem Matemática diria que o Senhor Plácido era Máximo dos Mínimos.


Embora pertencendo à equipa do Pessoal Menor, mas recusando o tratamento senhorial, havia mais um, o Jorge. O Jorge que, teoricamente, mandaria no recreio dos mais velhos, na prática não mandava em nada, não se importava que o tratássemos por tu e, muito menos, que o tratássemos pela alcunha "O Pele e Osso". Para nós, o Jorge, embora pertencendo à equipa do Pessoal Menor, era de facto o Maior. Ele emprestava-nos dinheiro, ele emprestava a bola para jogarmos futebol, ele comprava e vendia os nossos livros usados, ele mesmo, qual Mecenas, financiou e suportou a equipa de futebol B do Liceu. Única condição, o equipamento ser azul e amarelo, as cores do seu clube de coração, o União da Madeira.


O Jorge, faleceu em 1960.


As Pequenas Memórias do nosso tempo

"Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos"


Elmer G. Letterman


O José Saramago não se importará com certeza que roubemos o título para fazermos este blog.


Venham daí as nossas PEQUENAS MEMÓRIAS, dos tempos em que, juntos no Liceu, construímos esta velha amizade que importa conservar.

LICEU JAIME MONIZ (FUNCHAL)

O Liceu Jaime Moniz, situado em plena cidade do Funchal, no bairro de Santa Maria, começou a funcionar a 8 de Outubro de 1942.

O edifício e as áreas circundantes foram projectados pelo arquitecto Edmundo Tavares tendo os cálculos e a direcção técnica ficado a cargo do Engenheiro Abel Vieira.

Em vésperas da inauguração da estátua de Jaime Moniz — 18Fev1962
Perestrellos Photographos
Photographia — Museu "Vicentes"

 

JAIME MONIZ

 

 

 

Anos lectivosAlunasAlunosTotal
1942-4396217313
1947-48251332583
1952-53317350667
1959-605385071045
1960-616895171206