sábado, 10 de dezembro de 2011

Encontros no Espinheiro em Fotos

Encontros no Espinheiro

Como me dizia o Granwehr, estes são os nossos Amigos, os que ficaram para sempre. Muitos passaram, muitos nem foram mas estes ficaram. Numa altura em que descobríamos outras etapas da nossa vida foi com estes que partilhámos um mundo novo. Afirmação e sonho, crescer e vencer e sair à vida. Construímos sobre nós a descoberta de sonhos e aventura, de aulas e “feriados”, de olhares que traziam outros olhares….elas ,as “nossas” eram quase todas lindas ou muito. Outro era esse mundo e sonhos de sermos heróis de histórias possíveis, iam criando um desejo de afirmação. Com quem confessar aquela sensação de gostar e por que não de um dia ter? Aquela sensação de ser notado, de “ela dar sorte” ou ficava guardada, em segredos de sucessos e fracassos, ou teria de ser exibida nos segredos dos amigos. E assim fomos construindo amizade feita na juventude de saber tudo de tudo num mundo que se abria e que pensámos dominar. E ficaram simpatias, amores e saudades, apoio e “malandrice” e viver para a aventura de ser alguém na vida. Mas connosco, e pelo que tem acontecido, parece que toda esta trama de criar foi mais longe e foi diferente como tinha de ser por personalizado por actores diferentes…. O certo é que de encontro em encontro e de festa em festa se reforçam amizades, se redescobrem ligações e se criam oportunidades de novos encontros. Ainda um acontece e já alguém sugere outro. Foi o que aconteceu no Douro ou no Norte de Espanha quando a Luísa, pensando que é bom ter quase setenta e não parecer, se lembrou de celebrarmos as 7 dezenas …dos mais velhinhos…. Mas depois vem a “fada madrinha”, que tem contribuído para a tal diferença. E abrem-se as portas do Convento da Nossa Senhora do Espinheiro. Magnífica obra de restauro onde o bom gosto e o requinte criaram um lugar excepcional para base da celebração. Évora. E demos “mais alegria ao Outono das nossas vidas”. E o Outono é lindo como foi a festa dos anos! Ainda sinto a alegria e oiço os cantares de Évora que iluminaram 70 anos. A caminho de Monsaraz, na Adega Velha, ouvimo-nos e aos cantares. As cores do lago que com o Por do Sol mudavam. Penso que meditámos e agradecemos …ao Sol que amanhã volta. Já temos Andaluzia à vista e os mais novinhos a caminho de serem também “setentanistas”. “Agora no Espinheiro Realeza recebidos Seguimos Andaluzia Sempre, sempre, sempre unidos” E vamos todos Felizes a Festa continuar…. Vasco

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Os Setentanistas e a Madrinha

Em tempos escrevi neste blogue que :"A nossa MADRINHA era e continua a ser jovem, bonita, não nos protege por que não precisamos, mas cuida de nós como ninguém, aparece sempre que nós solicitamos" Gostaria de acrescentar que nos estraga com mimos, plenos de bom gosto como foi uma vez mais durante a nossa estada no Convento do Espinheiro. No programa deste nosso encontro, escreveu a Dalila: "É com enorme prazer querecebo os meus "Afilhados" (se me dão autorização de chamar assim) no Convento de Nossa Senhora do Espinheiro. Agradeço a vossa opção, pela escolha do local do vosso encontro/convívio, o que muito me sensibilizou. Este convento foi reabilitado com o máximo respeito pela sua memória histórica, pois na sua época, já recebia com frequência figuras da mais alta nobreza, que pernoitavam frequentemente na hospedaria que existia. Espero que possam desfrutar de todas os espaços e que revivam a mística dos tempos antigos. Para este grupo muito especial, um abraço muito especial. Boa estadia Dalila" No excelente jantar que a Dalila nos ofereceu, tive a oportunidade de, em nome dos "Setentanistas" agradecer todo o trabalho, empenho, requinte e bom gosto da nossa "Madrinha" e sem o qual este convívio, mesmo que se ralizasse seria substancialmente mais pobre. Como palavras leva-as o vento renovo, em nome dos "Setentistas " aqui os meus agradecimentos.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Jantar nos Antigos Celeiros de Évora

E foi ao som das canções deste Grupo de Cantares de Évora que os "Setentanistas"
Dores
Luisa
Manuela
Luz
Marta
Mário
Castro celebraram colectivamente o Outono das suas vidas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Setimanistas e Penetras

"SETIMANISTAS" E "PENETRAS"


"SETIMANISTAS"sem "PENETRAS


"Setimanistas" e "Penetras" pousam para a posteridade na entrada do "Convento do Espinheiro"

Os "Setimanistas" "Setentanistas"

"Não importa se a estação do ano muda...
Se o século vira, se o milénio é outro.
Se a idade aumenta...
Conserva a vontade de viver,
Não se chega a parte alguma sem ela."

Fernando Pessoa






Os “Setimanistas” 59/60 travestidos de “Setentanistas” (ou será a inversa?) decidiram celebrar colectivamente a sua longevidade.

Escolheram a cidade de Évora, cheia de referências patrimoniais do passado, para este reencontro com o futuro.

Aqui, estiveram presentes aqueles que, tal como as crianças, gostam de envelhecer e pensar por fracções.

Houve alguns que, ao mencionar a sua idade, afirmaram cheios de orgulho que: “já tenho quase setenta anos, falta-me apenas meio ano” e outros, plenos de optimismo, diziam: “ainda só tenho setenta anos e meio”.

Uns e outros, estamos certos, aproveitaram este convívio, para, embora recordando os bons tempos passados, continuarem a imaginar e construir projectos de futuro.

Como de costume, estas questões foram quase sempre tratadas e resolvidas à volta da mesa, por isso a organização deste convívio deu tanta importância aos encontros gastronómicos.
Fiquei  convicto que esta oportunidade foi aproveitada por todos para dar mais cor e alegria ao Outono das nossas vidas.



José Castro Correia



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Convento do Espinheiro

É no Convento do Espinheiro que nos vamos encontrar em Dezembro.



Até lá e para aguçar o apetite fiquem a saber que:

O Convento de Nossa Senhora do Espinheiro localiza-se nos arredores do bairro dos Canaviais, a dois quilómetros do Centro Histórico da cidade de Évora.
O convento que remonta ao século XV, requalificado em nossos dias como hotel de luxo. Encontra-se classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO
De acordo com a lenda que envolve a fundação do mosteiro, Nossa Senhora terá aparecido sobre um espinheiro em chamas a um pastor.
Em 1458, dada a importância do local como destino de peregrinações, foi fundada uma igreja e posteriormente um mosteiro, que recebeu as atenções de diversos soberanos ao longo de sua história.
Actualmente requalificado como um hotel de cinco estrelas, o conjunto mantém a mesma traça arquitectónica. A antiga adega deu lugar a um restaurante "gourmet"", a cozinha dos monges foi transformada em piano-bar e a cisterna gótica adaptada a espaço para provas de vinhos e produtos regionais

sábado, 18 de junho de 2011

Jantámos no Trigo Latino



Pois é. Lá fomos jantar ao Trigo Latino, restaurante situado no Largo do Terreiro do Trigo que fica situado na confluência das freguesias de Santo Estêvão, S. Miguel e Sé. O nome do largo deriva do edifício do Terreiro do Trigo que no século XVIII era o celeiro destinado ao abastecimento em cereais dos moradores de Lisboa.
Desta feita a organização do jantar coube ao Silvino que teve o arrojo de nos levar a um restaurante com uma proposta de cozinha cheia opções e combinações com qualificado trabalho culinário e que foge da cozinha clássica.
Como felizmente os nossos “Setimanistas”não são todos iguais, houve uns que, mesmo antes de provar gostaram, outros que começaram por desconfiar da ementa proposta (ou imposta) na ardósia fixada na parede mas que acabaram por tecer loas ao repasto e alguns (uma minoria) que não se renderam nem à simpatia nem ao trabalho laborioso do jovem “Chef” Bruno Modesto Correia que nos veio cumprimentar à mesa.
Como faltaram os fotógrafos habituais e oficiais dos nossos jantares (Orlando ou Vasco), resta-me publicar umas fotos do Restaurante e aguardar cheio de apetite o próximo encontro que só se realizará em Setembro.




Até lá boas férias (?)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Santiago de Compostela e Ria Arousa






Texto e fotos de Vasco Lemos Vieira

Continuamos a nossa Peregrinação. Caminhamos por gosto e temos fé. Envolve-nos uma conspiração de que começa a ser altura de pensarmos no próximo encontro. E é como dizia o amigo Augusto “Agora preciso da Dona Marta”
Há muito que nos une, nos ligou pedra a pedra, lugar a lugar, praça a praça, de belo em belo, mas muito pessoa a pessoa. Arrancamos ao tempo o que fomos e projectamos num percurso de Luz o nosso Universo. Uma das estrelas da nossa constelação está a microsegundos luz, é Liceu.
“Obradoiro”, pórtico da glória e Parador Real. Mas estas Torres esguias penetram e fogem-nos e, com musgo e flores singelas, levam-nos ao alto, ao tal infinito e como são duas, são duas vezes mais.


Já pensei o mesmo ao olhar a torre da nossa Sé que nos marca o tempo há já algum tempo.
Temos só uma torre mas temos mais Mar….
Não serão as mais bonitas mas são as mais infinitamente esbeltas.
Ninguém vai esquecer a balaustrada sobre a praça ou o chá no Parador, olhando no templo o Tempo.


E a Ria Arousa seria a última paragem.




Daqui levamos o azul, azul do Mar que contagiava e a alegria que navegava connosco. Brindes e festa.

Agora, ria a ria, rumo



ao Porto que sentido desta vez não era o começo mas apenas o principio de um projecto de novo passeio.
Obrigado amigos pela vossa companhia!

sábado, 11 de junho de 2011

León, Astorga e Lugo









Texto e fotos de Vasco Lemos Vieira

Começámos a descer e o céu a escurecer. Era como que a marcar a sorte de termos tido bom tempo. Os Picos mostravam como muitas vezes temos de aproveitar as oportunidades que na vida fazemos acontecer. Os trovões ouviram-se talvez a saudar a nossa chegada a Oviedo. Bonita e discreta, faz parte do caminho para Santiago.
Do Reino de Castela e Leão ao “Reino do Corte Inglês”, assim se cruza a história e na verdade tudo tem o seu lugar e nem só de fotos são os “recuerdos”.
León pronta a se deixar ver. Amanhã a chuva passa.
Por hoje caminhamos para a Plaza Mayor, pequena e como todas bonita.
Mas na memória ficará aquela praia, aqueles picos, os riachos … e enquanto recordávamos, fomos ao jantar.
Santa Maria a catedral. Tudo esmagava de Luz que saía da pedra e entrava multicor pelos vitrais.




Vale a pena recordar o que é demasiadamente belo para esquecer:
“El Sueño de la Lu
z”.
Ficar ali sem saber se pensar, se sonhar ou se só olhar e deixar-se estar.
Entre os vitrais trocavam-se olhares esmagados de belo.

( http://www.catedraldeleon.org/proyectocultural/ )

Lindo lugar para começar a celebrar os anos. A Teresa

era a festejada e penso que estar ali era especial para todos e ainda mais para ela.


Sentei-me e olhei e vi e já tinha visto e gostarei de ver outra vez.
O conjunto de frescos do sec XI na Basílica resistem ao tempo.
Desconhecia Astorga mas agora reconheço-a na profusão de figuras que se atropelam na impressionante fachada da sua Catedral. Cada torre com pedra de cor diferente e em contraste, com tudo arrumadinho da casa de Gaudi.
É tempo de continuar que logo Lugo espera.
E foi alegria e foi festa .Cantámos p´ra menina Teresa “uma salva de palmas”.Libertos como crianças e com “crianza”
se cantou e dançou e os “gallegos” e eu também.


Agora, a caminho de Santiago sentia-se próximo o fim da jornada.
Por mim continuarei. É bom viajar mas o melhor é gostar tanto.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Santillana del Mar, La Franca e Picos da Europa













Texto e fotos de Vasco Lemos Vieira

Enquanto na retina ficavam a harmonia das curvas penso que o Cão abanou o rabo e latiu uma despedida.
Santander passou rápido e fomos ver o Mar. Cada um vê o Mar como quer e por isso é tão bonito olhar o Mar e ver!





Agora tínhamos um passeio no tempo, em Santillana del Mar. A vila medieval parecia um conto recuperado atraindo-nos rua a rua, com tudo arrumado e pronto a agradar a quem passava. Sentia-se que tudo aquilo tinha sido preparado, com arte e bom gosto, para que os visitantes voltassem. A caminho da Collegiata
em cada canto se enfrentava o desejo de fotografar, gravar e levar. Flores, madeiras, brasões, varandas, ferragens e mais …
A madeira nobre e rija apoia-se na pedra e cria varandas e suporta os telhados. Casas brasonadas são agora hotéis de encanto e as lojas estão discretamente escondidas.
E perto ficavam as Grutas de Altamira com a eternidade das suas pinturas rupestres que guardam e escondem. Mais uma etapa e outra jóia, mas a surpresa vinha a caminho.
La Franca, uma Praia reservada para nós. Não sei se exagero mas nunca imaginei, na Costa da Cantábria, uma praia com tanto de praia e com tantos atractivos. Uma enseada ladeada de pinheiros bravos que seguiam Mar dentro. Lá fora a bravura das ondas que se entregavam contra os ilhéus em espuma e ruído continuado de Mar que chegava de mansinho ao areal.
A areia é macia e rosa e todos fomos tentar ter de perto o Mar.
Dos 2600 metros dos Picos da Europa vinha um Rio.
O hotel foi encaixado na Praia e apetecia parar e ficar a ouvir a teimosia do Mar.
“Jovens jubilados” apanhavam conchas e pedras e sonhos.
Estava um tempo enublado. Será que amanhã vemos os Picos.
E numa manhã radiosa voltámos à Praia e ouvimos de novo o Mar e contra o Rio caminhamos à serra.
O trajecto é de montanha, lindo imponente e sério, num desfiladeiro que um glaciar cavou e se abriu para o tal Rio transparente passar. Que levava o Rio?
Todos os rios levam o que quisermos. Estranhamente este subia e nós descíamos. Na Montanha, quase sempre, quando subimos depois descemos para subir.
O cenário era verde e tinha ao longe neve, depois dos lagos.
Entre o verde e a neve a pedra ameaçava rolar, entre os Picos e nós céu e do outro lado estava o Mar e era Azul.
Mais numa vez apetecia ficar!
Por todo o passeio havia magnólias que ficaram.



"Já lá estou antes de chegar e ainda ficarei depois de ter partido”(Diderot)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Rumo ao Norte, por Terras de Espanha

Texto e fotos de Vasco Lemos Vieira













3 - Bilbau
A expectativa de chegar e ver e voltar a gostar nem sempre acontece.
Mas aqui o deslumbramento é certo. Talvez o carinho do enorme cãozinho de flores que nos recebe mas sobretudo também o contraste desta “catedral” entre as outras que já nos levaram a ver tanto belo.
A fusão das formas que trazem ondas de curvas que se interpenetram mansamente e se encontram sem impacto como se tudo se ajustasse a tudo. A cor ondula e tem frequências de tons macios e suaves. Tudo é curvo ou se curva e levanta e mergulha. Belo suavemente suave e macio.
A presunção daquela torre direita, sem nada e que se desfaz perante a beleza da dança das formas.
Por hoje vemos por fora e a surpresa das fugas do interior fica para amanhã depois da continuação da Festa.
A Festa é que continua e fomos todos convidados pela Vivinha para no “Casco Viejo” brindar outra vez. Brindar sempre e cantar os parabéns.
Obrigado meus amigos
Do fundo do coração
Por me terem cantado
Esta linda canção

Depois regressamos ao Hotel e muitos baralhavam o nº do quarto de hoje com o de ontem…e imaginem, de manhã o “comedor” durante a noite tinha mudado!
Logo de manhã o Guggenheim de Bilbao espera com a sua mascote e fomos ver como, agora por dentro, a harmonia da guerra das formas continua.
Por mim continuei a achar deslumbrante e vi que vimos.
Agora vamos ver o Mar que já nos falta.
Continua Azul….

"Já lá estou antes de chegar e ainda ficarei depois de ter partido”(Diderot)