Por Vasco Lemos Vieira
Tudo organizado, faltava que o tempo fugisse à previsão. À saída de Lisboa tudo indicava o contrário. E o desconforto da Estação do Oriente evidenciava isso mesmo.
O Alfa trazia a primeira surpresa. Na carruagem vinham muitos dos participantes na aventura que seria conhecer o Douro à chuva.
Logo a chover neste fim-de-semana! É assim a vida, por vezes, muitas vezes queremos chuva e temos Sol.
A viagem foi feita à chuva e as conversas também. Mas a vontade de ir mostrava que fizesse o tempo que fizesse ia ser um encontro em que as amizades de meninos voltariam a valer.
Precisamos de recordar e continuar.
Porto cinzento claro, será que o tempo muda?
Primeiro encontro, e bem improvisado, com filetes de polvo no Aleixo. Fala-se dos que “faltam” e saúda-se os que estão.
Cruzam-se logo “aventuras” do Funchal a Lisboa, ao Porto e a Coimbra, meninas e moças que navegaram e conquistaram.
E eu pensava e via-as à saída do Liceu, e como continuavam agora bonitas.
Convencido que era o fotógrafo de serviço, estatuto ganho por algumas reportagens recentes, dispunha-me a gravar algumas chapas, que agora são pixels e logo se apagam se ficarem desalinhados ou sem cor. A concorrência era feroz pois quase todos exibiam a sua caixinha.
Só que a minha era maior, cabia lá mais gente…. Mas a pressão de não mostrar algumas das fotos era muita pois onde eu via uma boa fotografia elas vêem o tempo e culpam-me por estar tão perto. E é divertido quando me aprovam alguma.
E veio a Música. A Casa é diferente na forma e impõe diferente beleza, mas endireita-se no interior e foi um espectáculo magnífico ver e ouvir “ O violoncelo transfigurado”.
À saída chovia.
Mas tal qual merecíamos a manhã mostrava, entre algumas nuvens, o Sol.
E assim a maior surpresa passou a ser o “Pirata Azul” Esse mesmo, o que atravessava o mar da Travessa entre a Madeira e Porto Santo, levando os passageiros quase ao desespero, estava reformado e agora, mesmo contra a corrente navegava tranquilo nas águas espelhadas do Rio.
A viagem decorria conforme programada e excedia em tudo o que esperava.
O Douro ziguezagueava para nos mostrar as suas margens. O Porto é mesmo sentido visto do seu Rio. As margens são sempre diferentes e bonitas. A água varia a cor de azul a castanho ou verde de continuarmos a passear as nossas recordações.
Cheira o aroma dos vinhos.
E dois dias fugiram entre paisagens, brindes, sorrisos e...planos para a próxima viagem.
Agora quem baloiçava era o comboio que nos trazia de volta. Deve valer a pena a viagem e os balanços mas com o Sol.
E o “Pirata Azul” continuará a fazer as ondas que o perseguem.
Vasco
Que maneira de transmitir aos amigos a maravilhosa viagem no Rio Douro . Poucas palavras e com mtos pormenores . As fotos ficaram lindas ! vivinha
ResponderEliminar*****
ResponderEliminarObrigada Vasco, por este relato tão completo, bem documentado e sentido do "Passeio de Ouro"! As fotos falam por si e mostram a maravilha natural que é o Douro. Mas a paisagem humana não era menos bonita... e a nossa boa disposição foi a nota positiva neste dois dias de "brindes e sorrisos..."
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarLi o texto, muito bonito! As fotos tb estão muito bem.
Parabéns por terem organizado esta viagem!
Bitina Santos