Adeus lindo Funchal
Adeus luar
Nossa Madeira
Vem ver-nos irmos embora
Que a alma chora
Ao te deixar
Adeus lindo Funchal
Adeus luar
Nossa Madeira
Que hoje é a despedida
E a partida
Nos faz chorar
Foi assim a nossa despedida do Liceu do Funchal há cinquenta anos.
A Luísa Spínola sempre atenta e fiel guardadora das nossas "Pequenas Memórias" fez-me chegar às mãos a letra da nossa Balada de despedida e que, emotivamente, tal como já referi, entoámos no final da nossa Récita.
Pensa-se que a letra é do nosso saudoso colega Jaime Raposo. Seja ou não do Raposo quem quer que tenha sido o autor desta Balada, soube de um modo simples, escrever e transmitir o sentimento de um "Setimanista" que em 1959/60 deixava a Madeira e o Lar paterno pela primeira vez, para vir para o Continente estudar.
Passaram cinquenta anos. Embora o Funchal continue a ser lindo e o luar da Madeira o mesmo, os hábitos, os comportamentos e a forma de viver modificou-se. Muitas das coisas que evocámos e recordámos neste blogue, não têm qualquer sentido para os "Setimanistas" de 2009/10.
Isso não impediu que as tivessemos recordado à nossa maneira e com o nosso humor, provavelmente ultrapassado.
Embora, correndo o risco de ser catalogado como saudosista e retrógrado, lanço daqui um repto aos "Setimanistas 59-60". Tal como o Raposo há cinquenta anos escreveu uma Balada de despedida, por que não escrever uma Balada para o nosso reencontro dentro de dois meses. Quem é o poeta voluntário?
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