Cena II (Entra Semicúpio com um malmequer) Semicúpio: Eis aqui o malmequer: ora vamos a isso; que se há flores que são desengano da vida, esta o será do amor. Sevadilha, toma sentido, vê se fica no bem-me-quer.
Sevadilha: Isto é como uma sorte.
Semicúpio: Queira Deus não se converta o malmequer em azar. Tem sentido.
Sevadilha: Amor,se sai a coisa como eu quero, eu te prometo um arco de pipa, e uma venda nos Remolares em que ganhes muito dinheiro.
Cena II (Entra Dona Clóris) Dona Clóris: Oh! Quanto folgo que já estejas bom!
Semicúpio: E tão bom que parece que nunca tive nada.
Dona Clóris: Que dizes, que te não entendo? Estás louco?
Semicúpio: Meu amo ainda o está mais do que eu, desde que te viu assim por maior esta manhã; e assim para significar-te a tremendíssima eficácia de seu amor, aqui me manda a teus pés, minto, aos teus átomos, para que com os disfarces do Alecrim possa merecer os teus agrados.
Dona Clóris: E quem é esse teu ano que tanto me adora?
Semicúpio: É o Senhor Dom Gilvaz, cavalheiro de tão lindas prendas, com verbi gratia Londres e Paris.
Cena II (Entra Dom Lancerote) Dom Lancerote: Já sarou o homem, Sevadilha?
Sevadilha: Sim, Senhor
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