quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Tu vuo fa la americano
TU VUO FA LA AMERICANO
Os Setimanistas 59-60 estavam mesmo actualizados.
Renato Carosone (Nápoles, 3 de janeiro de 1920 – Roma, 20 de maio de 2001)que era um cantor, pianista e compositor italiano, dos mais reconhecidos da música daquele país na segunda metade do século XX havia acabado de compôr e tocar aquela música.
Ouça-mo-lo:
Cantemos:
Puorte o cazone cu 'nu stemma arreto,
'na cuppulella ca' visiera alzata.
Passe scampanianno pe' Tuleto
comme a 'nu guappo pe' te fa guardà.
Tu vuo' fa' l' americano,
mmericano, mmericano,
siente a me, chi t' ho fa fa.
Tu vuoi vivere alla moda
ma se bevi whisky and soda
po' te sente 'e disturbà.
Tu abballe 'o Rock and Rol,
tu giochi a basebal,
ma 'e solde pe' Camel
chi te li dà,
la borsetta di mammà?
Tu vuo' fa' l' americano,
americano, americano,
ma si nato in Italy,
siente a me, non ce sta' niente a ffa
okay, napolitan.
Tu vuo' fa' l' american,
tu vuò' fa' l' american.
Comme te po' capì chi te vò bene
si tu le parle 'mmiezzo americano.
Quando se fa l 'ammore sotto 'a luna
come te vene 'n capa e di:"I love you".
Tu vuo' fa' l' americano,
mmericano, mmericano,
siente a me, chi t' ho fa fa.
Tu vuoi vivere alla moda
ma se bevi whisky and soda
po' te sente 'e disturbà.
Tu abballe 'o Rock and Rol,
tu giochi a basebal,
ma 'e solde pe' Camel
chi te li dà,
la borsetta di mammà?
Tu vuo' fa' l' americano,
mmericano, mmericano,
ma si nato in Italy,
siente a mme non ce sta' niente a ffa
okay, napolitan.
Tu vuo' fa' l' american,
tu vuo' fa' l' american.
Tu vuo' fa' l' americano,
mmericano, mmericano,
siente a me, chi t' ho fa fa.
Tu vuoi vivere alla moda
ma se bevi whisky and soda
po' te sente 'e disturbà.
Tu abballe 'o Rock and Rol,
tu giochi a basebal,
ma 'e solde pe' Camel
chi te li dà,
la borsetta di mammà?
Tu vuo' fa' l' americano,
mmericano, mmericano,
ma si nato in Italy,
siente a mme non ce sta' niente a ffa
okay, napolitan.
Tu vuo' fa' l' american,
tu vuo' fa' l' american.
Whisky and soda e Rock and Rol.
Whisky and soda e Rock and Rol.
Whisky and soda e Rock and Rol.
Tu vuo' fa' l' americano,
mmericano, mmericano,
ma si nato in Italy,
siente a mme non ce sta' niente a fa
okay, napolitan.
Tu vuo' fa' l' american,
tu vuo' fa' l' american.
Whisky and soda e Rock and Rol.
Whisky and soda e Rock and Rol.
Whisky and soda e Rock and Rol....
Não me lembro quem foi o nosso Renato Carosone, mas não tenho quaisquer dúvidas que esteve à altura deste grandioso momento musical
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Pequeno Álbum Musical de Portugal (3)
Os nossos "Setimanistas" deixaram para o fim, neste percurso musical que fizeram,o Bailinho da Madeira.
O escriba deste Blogue, com a sua alma Madeirense (curiosa e pedagógica), procurou saber as origens deste Bailinho. Surpresa das surpresas(pelo menos para mim)o bailinho da Madeira, tal como o conhecemos hoje, foi apresentado pela primeira vez em 1938.
E eu a pensar que já existia quando a Madeira foi descoberta?! O que a Récita me tem ensinado!!
Vejamos o que diz a fonte destes meus conhecimentos:
Artur Andrade na edição do Diário de Notícias da Madeira de 22 de Setembro de 1990 explica como foi criado e divulgado o famoso Bailinho da Madeira.
Ora vejam:
O nosso bailinho…
Artur Andrade*
"Deixa passar"
Esta nossa brincadeira"
"Claro que todos vocês conhecem estes versos e a música a eles inerentes... (Haverá em qualquer parte do mundo um madeirense que não os conheça?)
Pois meus queridos! Na quarta-feira desta semana fez cinquenta e dois anos que o Funchal ouviu pela primeira vez esta melodia tão nossa identificadora: O bailinho da Madeira.
Vou contar tudinho porque, eu - então com a idade da maioria de vocês - estava lá...
Foi numa segunda-feira, 18 de Setembro de 1938... Nesse fim-de-semana realizara-se uma denominada "Festa da Vindima", com o fim de angariar donativos a benefício da Escola de Artes e Ofícios - que tinha sido vítima de um incêndio - instituição mais tarde substituída pelo actual Colégio dos Salesianos.
De várias freguesias vieram ranchos trazendo produtos da terra que foram vendidos a favor da dita instituição. Pela mesma altura realizou-se no Campo Almirante Reis um concurso com grupos folclóricos... Estou a vê-los...
Numa tribuna, armada no local, estavam presentes o governador civil e outras entidades. Num outro estrado exibiam-se os grupos folclóricos. Mas curiosamente, a melodia - hoje famosa em "todo o mundo" - é tocada e dançada não no estrado mas sim quando se dirigem junto à tribuna para cumprimentar as autoridades. Passou-se assim...
Chegada a vez do grupo do Arco da Calheta, este com o chamado “Feiticeiro da Calheta” - com a sua viola de arame - à frente, avança cantando o seguinte estribilho:
" Deixa passar
Esta nossa brincadeira
Que nós vamos cumprimentar
O governo da Madeira"
Seguem-se quadras - que a memória não lembra - tudo letra e música do já falado "Feiticeiro da Calheta".
De tarde, e pela noite adiante, o rancho vencedor e outros percorriam a cidade cantando ao som da música do actual bailinho da Madeira:
" Deixa passar
O senhor da capa preta
Quem ganhou o primeiro prémio
Foi o rancho da Calheta"
Depressa a melodia se torna popular.
Uma orquestra madeirense, __ Tony Amaral - tendo o nosso Max como vocalista e que durante alguns tempos actuaram no Continente, fazem um arranjo com sabor e influência da nossa música folclórica, tornando-a conhecida em todo o Portugal.
Hoje, deve ser a música portuguesa de raiz popular mais conhecida, não só no nosso país como fora dele ... Exemplo, é o facto de ter sido gravada pela sinfónica de Londres.
Nota:
Do «Feiticeiro da Calheta" - o verdadeiro autor do "Bailinho da Madeira" - falecido na década de setenta - quem dele se lembra?...
O jornalista do Diário de Notícias, na época, dizia tratar-se do "Feiticeiro do Norte" mas ,este é um outro - a nosso ver com mais valor - poeta popular do Arco de São Jorge falecido na década de cinquenta."


Eles (e Elas) cantaram, saltaram, gritaram...foi uma Festa. Depois deste Bailinho todos os "Setimanistas" foram dançar outros Bailinhos. Todos???...Não. Todos menos um. Houve um "Setimanista" que entusiasmado com o sucesso do Bailinho, fez disso profissão, como se pode inferir do quadro seguinte:
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Pequeno Álbum Musical de Portugal (2)
Os nossos "Setimanistas" cantam e dançam. São versáteis, venha o Fandango, venha o Corridinho, venha uma canção Alentejana, lá estão eles em todas como se prova pelas fotos que se seguem:


E acontece Fandango:
Vamos mais para o Sul:
E acontece Corridinho:
Bolas...Saltei o Alentejo. Aqui vai:
E acontece esta linda Canção. Oiçam e vejam as fotos que ilustram:
Uf... Por hoje chega.O folclore do rectângulo está coberto. Falta a Madeira.
Continua no próximo número
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Pequeno Álbum Musical de Portugal (1)
Toca a percorrer e divulgar o "rectângulo" do Minho ao Algarve, através da sua música, deixando para o fim o Bailinho da ilha da Madeira que então se dizia ilha Adjacente.
Sai o vira do Minho.
Aqui estão os nossos artistas:

e a respectiva música:
Aplausos CLAC...CLAC...CLAC...
O Norte de Portugal está feito. Vamos ao Centro.
O Centro será representado por Coimbra.Não me lembro quem foi o "Setimanista" que fez de artista, mas estou em crer que foi o nosso fadista "encartado" Francisco PLÁCIDO.
Se não foi, as minhas desculpas ao artista que esqueci, mas na versão de 2009 é ele o convocado.
Toca a ouvir e aqui como sabem os tradicionalistas, não há CLAC...CLAC...CLAC...
Continua no próximo número
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Canção: A Woman in Love
Mas sendo o mês de Agosto um mês de festas e romarias, mau seria que interrompêssemos a parte musical da nossa Récita, só por que temos a concorrência da Festa do Monte e do Festival da Zambujeira. Avance então a "Setimanista" Maria da Luz para cantar "A Woman in Love".
Depois de a ouvir, muitos corações na assistência ficaram despedaçados.
sábado, 1 de agosto de 2009
Valsa Carrossel Napolitano
Acabou o Intervalo, feito propositadamente para procurar a Violeta. Vamos reiniciar a nossa Récita.
Segundo reza o Programa onde me inspiro para esta reposição, o número que segue é uma Valsa intitulada Carrossel Napolitano. Confesso que pesquisei por tudo quanto era sítio e não encontrei nenhuma valsa chamada Carrossel Napolitano.
Ora o escriba não se atrapalha e como sabe que:
Valsa (do alemão Walzer) é um género musical erudito, muito tocado nos salões vienenses e muito dançada pela elite da época;
Os compositores mais famosos do estilo são os membros da família Strauss, Josef e Johann Strauss;
Em 1953 se realizou um musical inovador chamado "Carrossello Napoletano"que até foi premiado no Festival de Cannes em 1954;
O escriba recorre aos seus conhecimentos Matemáticos, trabalha este enunciado como se fosse os pressupostos de um qualquer teorema e conclui que a Valsa Carrossel Napolitano da nossa Récita, na versão revista e melhorada 50 anos depois é qualquer coisa como o que se segue:
e os nossos "Setimanistas" que dancem como fizeram estes há 50 anos:
terça-feira, 28 de julho de 2009
Intervalo para encontrar a Violeta
Das poucas pessoas de quem não temos (ou pelo menos eu não tenho) qualquer pista é a Violeta.
Quis o acaso que, graças à Net, encontrasse uns poemas escrito por esta nossa antiga colega e algumas pistas do seu paradeiro.
Na expectativa que estas pistas ajudem ao contacto com a Violeta, transcrevo o que encontrei e aguardo que alguém continue esta "investigação" até contactarmos com a Violeta.
VIOLETA TEIXEIRA
DESOLADO, DEBRUÇA-SE O POETA
Desolado, debruça-se o poeta
Sobre os regatos
Do ontem e do hoje,
Mas, debalde, se observa.
Sujas se tornam, logo, as águas.
Assume, num silêncio demasiado
Branco, aquele desconcerto, mas
De súbito, consente que
O devorem
As línguas ígneas e vorazes
Do ressentimento.
TOMOU A DOSE DE ÁCIDO QUE LHE BASTASSE
Tomou a dose de ácido que lhe bastasse.
Pousou a cabeça na almofada, excessiva, do pranto,
E figurou-se morta a última célula viva, que lhe
Restasse, à última hora da madrugada. Falhou-se o desígnio.
Despertou às nove horas da manhã, vomitando náuseas
Da vida e de cansaço, com sulcos fundos, cavados nas
Faces lívidas, e lágrimas ácidas de logro.
Coloque-se a máscara, finja-se a vida
Que se não vive, adie-se o desenlace
Para o dia seguinte, se o houver, disse, com desânimo:
O do silêncio do não ser.
Lavou os rostos, olhando-se no espelho, na véspera
Estilhaçado de rasas raivas, e desatou aos gritos, pela casa:
"Que morte, sem charme teria sido, na cama ou
No camarim! Gauche idée! Uma actriz só
Se suicida, pisando o palco. Diante de uma plateia."
OS VENTOS VERDES
Os ventos verdes
Do Atlântico
Ramalham-me a libido
E os pensamentos,
Porque as suas crinas,
Húmidas, exalam
Essências excitantes,
De seivas
Marítimas,
E notícias de mim,
De paragens longínquas,
Esquecidas, das
Viagens
Que não fiz.
Violeta Teixeira
(Funchal, 1942)
(in «Partos de Pandora»,
Magno Edições, 2001)
*
Violeta Carmelita Teixeira dos Santos nasceu a 6 de Fevereiro de 1942, na cidade do Funchal (Madeira). Licenciada em Filologia Romântica pela Universidade de Letras de Lisboa, é professora na Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo, em Leiria, onde reside há cerca de trinta anos. É co-autora de manuais escolares de Português A, para os 10º., 11º., e 12º., anos e participou na colectânea "Juntos por Timor Loro Sae" (1999). Publicou: Falo-vos de Silêncio, Magno, 1999; Lânguidas Fúrias, Magno, 2000; Afluentes Lunares, Magno, 2001 (1º Prémio Literário Afonso Lopes Vieira); Partos de Pandora, Magno, 2002; Resinas de Abulia, Magno, 2003.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Mistificação Árabe
Em resumo, um "setimanista árabe" solicitava um espectador para colaborar neste número e depois de um diálogo sem qualquer sentido e de alguns salamaleques sobre um tapete árabe, o nosso voluntário era ludibriado e mesmo enxovalhado pois voltava para o seu lugar, catalogado como camelo.
O "setimanista Árabe", foi o Álvaro Machado Fernandes Gouveia, mais conhecido pelo Alvarinho. Este sim tinha mais piada que o "sketch". O seu humor era fino e inteligente.
Tive oportunidade, mais tarde de conviver de perto com o Alvarinho ou mais precisamente como ele próprio na altura se nomeava Álvaro, Alvarinho Fadista de Fados. Nessa altura, "tesos" como qualquer estudante que se preza, não deixávamos, sempre que chegava "dinheiro novo" da mesada, de ir comer um bitoque ao "Cachorrinho" (Tasca na Av Álvares Cabral em Lisboa) ou, nas noites de sábado, ouvir fados na Cesária. Enfim, bons velhos tempos - "Pobretes mas Alegretes".
O escriba, volta a subverter o Programa Musical da Récita, embora mantendo o espírito do mesmo, ou como dizem os juristas o espírito da lei e o número de "Mistificação Árabe" desta Reposição da Récita passa a ser o seguinte:
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Postal da Broadway


A avenida também aparece em diversos filmes com destaque para o filme King Kong por exibir, principalmente o teatro Broadway.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
O Escriba meteu água
Do outro lado a famosa cantora de outros tempos (também na minha opinião)e da nossa Récita, Manuela Drumond.
Modesta e delicada como de costume, dizia que estava de acordo com tudo o que eu tinha escrito acerca da canção Ouça, excepto numa coisa. Na fotografia era ela, mas fazendo de Alentejana. Como é que uma Alentejana poderia ter cantado "Ouça", ou por outras palavras, como é que o Ouça poderia ter sido cantado por uma Alentejana?
E não é que a nossa Manuela Drumond tinha razão?!
O escriba meteu água confundiu a Manuela Drumond Alentejana com a Manuela Drumond Brasileira. Isto é consequência do excesso de trabalho que o autor deste Blogue tem.
Com as desculpas à visada (é assim que os directores de jornais rectificam as notícias falsas) aqui vai a verdadeira fotografia.
