Voltamos num repente a sermos o que fomos e, por isso, podemos “fazer embrulhos” cheios de Sonhos. De abraço em abraço, de beijo em beijo nos saudamos e estamos sempre mais… Mais novos, mais vivos, mais bonitos….e alguns continuam mesmo mais bonitos na serenidade de saber contornar os anos. Mais anos mais recordações. Umas apagamos e as outras alindamos. Tudo se conjugava, mais uma vez, para sermos felizes e contentes pois transbordavam os risos. A brochura mostrava bem a valia da Organização. Nada faltava da informação ao bom gosto. O “Furão”, por fora, convida ao conforto e vai esperar.
Partimos para a “ Casa da Palha”. Acolhedor restaurante que aconchega e nos junta.
Estava tudo bom, aquele bom de gostar.~
Mas agora que ganhei o estatuto de “fotógrafo oficial” tinha a máquina com a lente avariada…e logo agora que tinha tanto para guardar. Paciência, vou continuar, há sorrisos que se podem guardar no coração.
De repente passámos para dentro do balcão. Vendíamos alegria embrulhada em viver…. com tanta alegria para vender.
Igreja Matriz de São Jorge, surpreendente joia cravejada de linda Talha Dourada, Azulejos e outras obras de arte sacra. Magnífica.
Hora de voltar, o Jantar dos Setentanistas do ano esperava-nos. O hotel por dentro correspondia. Da janela via falésias que ameaçavam atirar-se ao mar que se atirava num lençol de espuma a encalhar na terra.
Como é bom ter uma varanda que bem do alto nos junta ao arfar contínuo do mar e às nuvens que afagam os montes que as rasgam. Senti-me só porque apetecia mostrar. Lindos e aprontados para a festa.
A sala decorada com requinte e com o bom gosto que já se adivinhava. A mesa do Bolo com a Vela a mostrar quantos eram. A brochura com toda a informação, a ementa e uma tarjeta com a lista dos festejados, enfim nada faltava
Mas agora para além do mais era a Hera que nos ligava ao correr todas as mesas. E, maravilha, as cadeiras dos festejados eram decoradas com ramos e esta tradição levava-nos ao tempo “de não fazer Anos”. Depois havia a dança e trocando o passo ou não, dançámos com a leveza de quem já vai pesando.
1 Dezembro 2012 O tempo ajudava e era bem preciso para uma radical descida no teleférico que nos iria levar “pendurados” durante 700 metros para descer (e subir) 300m até a Reserva Natural da Rocha do Navio. Sem muitos “medos” descemos até à fajã.
Quedas de água ondulavam ao vento e iam connosco. A costa Norte imponente e altaneira e o Homem lutando e vencendo para ter mais um bocadinho de terra. O Mar alteroso e lindo tinha de ser visto e fazer-se ouvir. Agora era subir, “aqui tudo sobe”, a caminho do Parque das Queimadas. Num cenário de verdes era tudo verde e, como nós, as árvores mais velhas são lindas e escondiam uma névoa que dançava ao som da banda.
Sim, a banda estava lá e como é bom ter uma banda a tocar só para nós. E todos dançámos transformando o pátio num recreio de gente feliz.
Nos paus de louro as espetadas……A Tasca da Moka…as rodas dos “garotos” rodavam e a banda tocava. Chovia mas a festa continuava. Faltou o passeio a pé..... temos de voltar. Para acabar o dia fomos surpreendidos pelo Festival de Coros no Salão Paroquial de Santana. Foi realmente uma surpresa pela qualidade e empenho da gente nova que nos encantou. 2 Dezembro 2012 Outra surpresa aconteceu na visita ao Parque Temático. Por entre o encanto do colorido das folhas de Outono percorremos as várias atrações que faziam desfilar a Madeira nas suas belezas e tradições.
Sempre presente, a Madrinha Dalila esperava por nós para, no seu oásis no Caniçal, nos oferecer um excelente almoço.
Agora o Mar, imenso de azul, estava sereno. Mas a festa continuava. 3 Dezembro 2012 Os “penetras”, organizaram mais festa. Antes e satisfeito por estar “perdido” percorri a baixa em torno da Sé onde, a caminho do Mercado, me perdi no passado que passo a passo reconheci. Sandes de carne de “vinha-d’alhos” era o pitéu comido junto à porta principal do Mercado
Maravilha as iluminações, aquelas em que as luzes vestem os troncos das árvores, que já se viam. Continuava a sentir a terra na sua tradição e, mais a mais, com os amigos. Pela Rua de Santa Maria, de portas pintadas de forma original, caminhámos a caminho das ponchas. Para terminar o dia fomos ouvir música ao vivo. 4 Dezembro 2012 Era o “mistério” do Fanal que estava programado mas a estrada estava interrompida. Fomos então visitar a fábrica de mel na Calheta. A “Casa das Mudas” foi admirada pela sua traça arquitectónica.
No Jardim do Mar almoçámos e visitámos o centro com as suas veredas e flores. Depois vimos a força e a beleza das ondas. As do Paul do Mar são conhecidas a nível mundial para surfar. O tempo passava e o Pôr do Sol, que queríamos no Cabo Girão, não esperava, Rendidos e suspensos na nova balaustrada vimos e sonhámos. Só vivendo…
Costas ao Sol que amanhã volta, fomos com alegria e simpatia recebidos pela Rosa e Zé Luís.
Assim terminávamos a nossa celebração. Não é demais saudar e agradecer de forma especial às organizadoras que até se sacrificaram a ter 2 ou 3 ensaios gerais e assim garantirem que em tudo nos surpreenderiam. Conseguiram! Obrigado E uma sugestão. Esta festa tem na Madeira todas as condições para voltar a ser um sucesso. O passeio aos Açores seria uma excursão lá para Maio/ Junho. Vasco



















Como gostei de ler a tua reportagem do glorioso fim de semana em Santana e afins....
ResponderEliminarVasco és especial , narras todos os acontecimentos com uma emoção contagiante, eu estou emocionada. Obrigada . Rita e Zé Manel
Estas imagens e prosas que as acompanham são uma maravilha, para recordar os excelentes momentos vividos por este grupo fantástico.
ResponderEliminarSó não percebemos porque é que a Rosa e o Zé Luís ficaram deitados na bela fotografia deles ahahahah.
Uma ida aos Açores seria uma sequência fabulosa para este nunca acabar de convívios e festejos, onde se comemora, acima de tudo, a amizade.
Nuno Homem da Costa (e Penetra respectiva)