segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cruzeiro do Douro (8)

Eis-nos chegados a Barca D´Alva que faz fronteira com Espanha.


Em 1887, Barca d'Alva foi palco da conclusão da Linha do Douro. Com a ligação feita à estação de Boadilla através de La Fregeneda, a Linha do Douro transformou-se numa linha internacional, sendo a ligação mais directa entre o Porto e o resto da Europa.

Porém, em 1985, o troço Boadilla-Fregeneda-Fronteira do Águeda foi encerrado. Barca d'Alva e o Douro perdiam a sua ligação internacional, e em 1988 era a vez do último comboio apitar em Barca d'Alva, com o encerramento do troço Pocinho-Barca d'Alva. Actualmente, todo o conjunto da estação está abandonado.

Como tivemos oportunidade de verificar, Barca D´Alva hoje é um lugar morto. Morta está também a linha férrea que liga ao Pocinho.
Não resisti e fui "roubar" à net estes slides que reproduzo aqui, para que tenhamos presente que Portugal é um país sem interior.
Este é o troço e a paisagem que nos privaram de conhecer.
Como quem não tem cão, caça com gato, lá fizemos o percurso Barca D´Alva-Pocinho no nosso Pirata Azul, durante o qual preparámos o estômago com um lanche(?), constituido por caldo verde, chouriço, enchidos, queijos e vinho.
Assim se lancha no Norte de Portugal.

Bem lanchados, cá estamos na Estação do Pocinho



Aguardando o comboio



A viagem está prestes a terminar.


Continua

domingo, 24 de outubro de 2010

Cruzeiro do Douro (7)

E sai almoço



E sai Bonita Paisagem



E sai Barragem




E sai informação da guia acerca da Barragem do Pocinho.
Diz a guia que:

Este aproveitamento, o mais a montante do troço nacional do Douro, entrou em serviço em Março de 1983, tendo sido o quarto a ser realizado no referido troço.

A barragem do Pocinho é constituída essencialmente por uma central, implantada junto da margem esquerda, por uma Barragem-Descarregador na continuidade daquela e separada dela pelo muro Barragem-Central, onde se integra uma eclusa de peixes, e por uma eclusa do canal de navegação do Douro , com um comprimento de cerca de 90 m e uma largura de 12,1 m.

Terminaram as barragens e as eclusas, mas não terminou a nossa boa disposição nem a calma que o rio proporciona.
Vamos, continuando a apreciar as paisagens únicas do Rio Douro, desembarcar em Barca D´Alva.

Continua

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Cruzeiro no Douro (6)

Domingo 10 de Outubro.
Manhã cedo. Manhã bonita. Voltamos ao Cais da Régua onde nos espera o "nosso Pirata Azul" e o segundo pequeno-almoço do dia.
Vamos subindo o Douro das encostas vinhateiras.






A voz da nova guia com um ligeiro acento estrangeirado (seria Ucraniana?) anuncia e dá informação acerca da Barragem de Bagúste (que ela pronunciou Bajuste).


Ficámos a saber que:


A construção foi finalizada em 1973.
Possui uma altura de 41 m acima da fundação A barragem inclui uma eclusa do canal de navegação do Douro, com um comprimento de cerca de 90 m e uma largura de 12,1 m, que vence um desnível máximo de 28,5 m.

Pronto. Ficámos mais cultos e informados. Continuemos a navegar com destino ao Cais de Pinhão, onde deixámos uns 20 turistas e recolhemos 4. Saldo positivo para os que ficaram.

Mais uma Barragem. Valeira de seu nome.


Ouçamos a nossa guia.

Este empreendimento foi o terceiro a entrar em serviço no Douro Nacional, em 1976.

O aproveitamento da Valeira é constituído por um bloco de construção, junto da margem direita, que inclui a central, uma Barragem-Descarregador, situada sensivelmente a meio do vale, separada daquela pelo muro Barragem-Central, onde se encontra instalada uma eclusa de peixes do tipo Borland e uma eclusa de navegação, na continuidade da barragem, junto do encontro da margem esquerda e ainda uma subestação localizada na margem direita a jusante da barragem.
O desnível é de 32 metros.

Uf... A guia sabe muito.

Avancemos para o aperitivo e saboriemos o almoço que vai ser servido.


Continua

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cruzeiro no Douro (5)

A guia não disse, mas digo eu:

Vila Real foi a quarta localidade portuguesa a ter abastecimento público de electricidade, depois de Lisboa, Porto e Braga. Mas foi a primeira a produzir energia hidroeléctrica, quando corria o ano de 1894.

Desde o foral de D. Afonso III (1272) que o brasão de Vila Real ostentava uma mão segurando uma espada com a ponta virada para cima. No entanto, em 1641, na sequência da Restauração da Independência (1 de Dezembro de 1640), os Marqueses de Vila Real abraçaram a causa da união com Espanha, pelo que, como castigo, D. João IV ordenou que daí em diante a espada figurasse com a ponta virada para baixo, em sinal de desonra. Só em 1941, na sequência de um requerimento da Câmara Municipal ao Ministro do Interior, é que a espada voltou à sua posição original, terminando com 300 anos de vergonha.

Em Vila Real nasceram alguns ilustres, sendo um deles Carvalho de Araújo



Recordemos Vila Real através das bonitas fotos do Rui Pinto da Silva








Continua

Cruzeiro no Douro (4)

O almoço vai ser servido.
Muito comem e bebem os "Setimanistas" que vão no Cruzeiro !!!




A bela paisagem sempre presente



Os "Setimanistas" continuam animados







E cá estão eles desembarcando na Régua,



depois de mais uma prova de vinhos da Quinta do Casalinho.

já estão a caminho de Vila Real



onde pernoitarão no Hotel Miracorgo.

Continua

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cruzeiro ao Douro (3)



Transposta a eclusa da Barragem de Crestuma lá vamos nós





subindo para a Barragem do Carrapatelo



A guia continua a debitar conhecimento sobre barragens e informa que a construção da Barragem do Carrapatelo foi iniciada em 1965 e terminada em 1972. Foi o primeiro empreendimento hidroeléctrico a ser construído no troço nacional do rio Douro e é, dos cinco aproveitamentos do Douro Nacional, o que dispõe de maior queda, 36,0 m.

Ficámos informados, o almoço espera-nos.

Continua

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Cruzeiro ao Douro (2)

Terminado o pequeno-almoço, lá vamos nós



Copo na mão



Rio acima



em direcção da Barragem de Crestuma - Lever


A guia explica-nos que A Barragem de Lever foi finalizada em 1985.

Possui uma altura de 65 m . A capacidade instalada de produção de energia eléctrica é de 108 MW.

A barragem inclui no encontro esquerdo uma eclusa do canal de navegação do Douro, com um comprimento de cerca de 90 m e uma largura de 12,1 m, que vence um desnível máximo de 13,9 m.

Vamos então transpor a barragem através da eclusa.

Continua

domingo, 17 de outubro de 2010

Cruzeiro ao Douro (1)

Sexta-feira 8 de Outubro. Alerta laranja em todo o país. Chuva torrencial. Portos fechados. Transito caótico.
Um grupo de "Setimanistas" ignorando as vozes do "bom senso" decidem fazer o Cruzeiro do Douro a iniciar no dia seguinte no Cais de Gaia. Ainda há quem queira desistir mas a vontade e o prazer de estarmos juntos falou mais alto.
Ponto de encontro Porto.

Preliminares: Almoço no Aleixo (na Campanhã) onde se come os melhores filetes de polvo do mundo. À noite, concerto na Casa da Música.
Sábado 9 de Outubro 8h Cais de Vila Nova de Gaia:
Primeira surpresa. O barco que nos espera é o nosso velho conhecido "Pirata Azul".
Partida rio acima.
A tempestade desapareceu. Tempo magnífico.
Enquanto tomamos o segundo pequeno-almoço do dia








vamos observando a paisagem que aqui vem reproduzida através do olhar artístico do Vasco.







(Continua)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

E o Porto aqui tão perto









Haverá algum "Setimanista 59-60" que não tenha viajado (apetecia-me dizer enjoado) no Pirata Azul?

Pois é, esse mesmo. O barco que fazia nos anos sessenta a ligação entre o Porto Santo e a Madeira, foi o barco que nos transportou Douro acima no último fim-de-semana (9 e 10 de Outubro).
Por que o Pirata Azul estava no seu "habitat" natural (o rio) aqui não houve enjoos.
Os Setimanistas (alguns) fizeram o Cruzeiro no Douro. A reportagem segue em breve.
Entretanto e enquanto não recebo as fotos dos artistas consagrados que participaram no passeio, deliciem-se com esta pequena amostra.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A Tragédia da Madeira e os Setimanistas 59-60 (Parte II)








Em resposta ao apelo feito, os Setimanistas 59-60, entregaram um cheque a uma das vítmas da tragédia que assolou a Madeira em Fevereiro último.
O cheque foi entregue a um jovem de 19 anos que perdeu todos os sete elementos da sua família no deslize de terras que destruiu a casa onde viviam, no Sítio do Pomar da Rocha na Ribeira Brava e a quem foram amputadas as falanges de alguns dedos da mão direita.
Sem família, sem casa e sem posses,este jovem gostaria de continuar a estudar e trabalhar agora com esta nova dificuldade física.
Antes deste drama já a sua vida não era fácil.Ao mesmo tempo que estudava, trabalhava num posto de gasolina e num restaurante para ajudar a família.
É uma pequena ajuda, mas vai cheia de emoção e boa vontade.