segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Ao Neto do Vasco... Ao Vasco de 5 anos
“Avô infinito é grande? E duas vezes infinito é muito grande! E infinito menos infinito é zero!
E quando tivermos infinitos anos?”
Vasco, 5 anos
Vasco,
Infinito...
Em que é que pensamos quando ouvimos esta palavra?
Em números enormes, incalculáveis, números que nunca mais acabamos de contar...
Num céu imenso, que nunca mais acaba...
Cada um de nós pensará certamente uma coisa diferente, precisamente porque o conceito do infinito é difícil e complicado.
Tu, com os teus cinco anos simplificaste e passaste de imediato a uma definição axiomática que não ocorreria ao melhor dos Matemáticos ou Filosofos:
INFINITO É GRANDE
DUAS VEZES INFINITO É MUITO GRANDE
INFINITO MENOS INFINITO É ZERO
Vamos pegar no teu axioma e avançar sessenta anos.
Quando daqui a sessenta anos , te deres ao trabalho de rever as fotografias e os textos do teu avô que foram publicados neste Blogue a pretexto das comemorações da conclusão do Liceu, confirmarás a tua definição.
Verificarás que:
A amizade deste Grupo é infinita;
A alegria deste reencontro foi duas vezes infinita;
Não se encontrou o zero por que não conseguimos subtrair nem a amizade, nem a alegria.
Entretanto Vasco, com as interrogações que te acompanharão ao longo da vida, descobrirás outro conceito: Eterno.
E perguntas:
O Grupo dos "Setimanistas" do meu avô não é eterno?
A amizade do Grupo não é eterna?
A alegria do Grupo não é eterna?
Perguntas e respondes com base nos teus axiomas.
Não. Não é eterno por que Infinito menos Infinito é zero.
Então não haverá nada que seja simultaneamente Infinito e Eterno?
Procura Vasco de cinco anos. Vê se consegues encontrar resposta para esta adivinha.
Vasco de cinco anos,faz pelo menos por teres uma vida infinita.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Comemoração dos 50 Anos
E quando tivermos infinitos anos?”
Vasco, 5 anos

E a resposta é simples. Descobri agora passados dois anos e depois de viver em poucos dias cinquenta.
Há vivências que se diz que acontecem mas nada acontece por acontecer.
Uma celebração, um jantar até requintado e bem regado? E depois nada.
Então vamos descerrar um marco, uma placa com letras… A placa é bonita e direi mesmo diferente pois tem cor e vida.
Mas a diferença foi na chegada ao Liceu: ”Estás na mesma …e tu também …há quanto tempo….lembro-me deste…. Quem é aquele o nome???....fortes e sentidos abraços …comoção também….e as notas do período e as dos exames e a campainha soava à mesma.
Começa a concretizar-se o tema: a memória rica de passado e de afectos.
Mas havia algo diferente.
E naquele percurso que às 08h e 27m era tão comprido, num instante, passou a ser curto até à Igreja do Colégio. Diferente na sua forma e a cor interior convida a sentir imponência. Todos juntos a um lado. Talvez para o lado do Liceu? Não, foi para estarmos mais perto.
O Coro batia também diferente e o momento de todos voltarmos a estar juntos chegou. Saudade e medo mas serenidade também.
Mas havia algo diferente.


Fomos à fotografia nada se repetia. Nada? O espaço e o tempo estavam perdidos, nós não!
Tudo estava previsto em pormenores que tocavam a qualquer menos atento ao detalhe.
O local, na Quinta Vigia de memórias vigiadas pela mãe no passeio de ir ver os pavões e o mar.
O jantar com o tal requinte e até qualidade. A gravata com fato de antigamente ir à missa e agora ir a qualquer cerimónia mais especial.
De repente um vórtice de tempo empurra a memória e dançar a Petite Fleur ou Marina era fazer luz no passado.
E o dia de todas as emoções estava vivido.
Continuava a concretizar-se o tema: a memória rica de passado e de afectos.
Mas havia algo diferente.
Almoço no Santo da Serra e uns minutos depois entra a Banda e estávamos num colégio infantil onde todos se deliciavam com a brejeirice apetecida das letras das músicas e a banda que nos via a todos, mas todos, passar.
Continuava a concretizar-se o tema: a memória rica de passado e de afectos.
Mas havia algo diferente.
E o momento da exposição acontecia numa viagem guiada no tempo. As emoções cresceram.
Embora nos procurássemos, identificávamos os outros: Olha o…olha ela …estás aqui…não me encontro…mas estava. E os temas de forma organizada passavam e tivemos tempo para parar o tempo.
E as fotos dos miúdos, todos lindos, como as de há cinquenta anos, eram comparadas com as de agora modeladas com mais cinquenta anos.Pareceu-me sempre o projecto mais ambicioso e difícil de realizar. Mas foi quanto a mim o mais conseguido. Desde o Tema “ Tempo de Memórias e Afectos” à forma como foi concebida a sua concretização…e os afectos explodiam…….
Uma saudação ao trabalho da Ângela, da Luísa, do Pimenta do Vasconcelos e do Castro.
Mas havia algo diferente.
Depois “regressámos” ao Teatro. Entrar e olhar à volta e recordar. A sensibilidade de incluir o concerto no programa era a mesma que tinha construído o programa de 59/60.
Mas havia algo diferente
O fim das comemorações aproximava-se. No dia seguinte éramos recebidos pela “fada madrinha” que sempre nos acompanhava com o tal requinte que fez a diferença.
Começámos a falar nos próximos eventos…talvez um cruzeiro para celebrar um ano da festa dos cinquenta. Quem sabe?
Por fim percebi a diferença.
Somos diferentes porque na miríade de sermos fomos nós, estas mesmas pessoas e não outras os Setimanistas 59/60 .
E aconteceu que na fusão de sensibilidades e pensamentos, educação e afectos, respeito e irreverência e amor e saudade se gerou um grupo que os outros dizem que é diferente que “são os melhores”.
E pensando no futuro como gostaria de poder explicar ao meu neto que a diferença será que ele estará no infinito e eu apenas terei chegado sessenta anos antes.
Vasco
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Os Setimanistas 59-60 em Números Parte II
6
É o número de "Setimanistas" com 66 anos, ou seja os da Colheita de 1943.
Com esta rectificação a nossa idade média baixou o que é óptimo para o ego.
42
Número de "Setimanistas" presentes na Festança.
Passe a imodestia, estou de parabéns, acertei em cheio.
17
As MENINAS que estiveram presentes a festejar
25
Os MENINOS que compareceram nos Festejos.
9
As MENINAS que tiveram de pagar passagem aérea
10
Os MENINOS que não perderam o Avião
840
O número de brindes feitos nos quatro dias
3296
O número de vezes que os copos vieram acima, vieram abaixo, vieram ao centro e.....bota abaixo.
0
O número de "Setimanistas" que se arrependeram de ter participado nos Festejos.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
O Sueco
Sinto que o fazia com ternura e amor
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Saudações vindas do Canadá
24 de Novembro 2009
Caros Colegas!
Neste momento de comemoração é com muita mágoa que estou ausente, pois o meu desejo seria partilhar convosco as memórias do nosso 7º Ano e da nossa vida de estudante que, embora já remota, deixou agradáveis recordações. Foram vivências de sã camaradagem, diversão e amizade que jamais esquecerei. Mas o Atlântico interpõe-se entre nós numa distância geográfica que me impede, no momento, a deslocação física, mas que não me impedirá de forma alguma de estar convosco em pensamento em todos os momentos das vossas (nossas) “festas”, e que reviverei com grande satisfação nos registos fotográficos que, certamente, me enviarão.
A todos os colegas, de quem guardo memoráveis recordações, envio o meu abraço sentido, desejando que revivam com a alegria da nossa “eterna” juventude a passagem pelo “Liceu Jaime Moniz”, e um 7º Ano que certamente ficará para sempre nas nossas lembranças.
Saudações académicas e as maiores felicidades para todos.
Joao Carlos Sardinha
Canada
domingo, 22 de novembro de 2009
Os Setimanistas 59-60 em Números

sexta-feira, 20 de novembro de 2009
A PLACA
Aqui está a Placa comemorativa das Bodas de Ouro do nosso 7º Ano e que, no próximo dia 28, descerraremos no "nosso Liceu".
Esta Placa contém os nomes dos 75 "Setimanistas 59-60" mas tem também um rosto. O rosto é do artista que a concebeu e desenhou. É o rosto do mesmo artista que há 50 anos criou o logótipo de que tanto nos orgulhamos e que revemos sempre com prazer e nostalgia.
Pensei só divulgar a imagem da Placa apenas no descerramento, mas cheguei à conclusão que se o fizesse, estaria a ser injusto por omissão. Não estariamos a dar relevo ao excelente e empenhado trabalho do Fernando Lemos Gomes.
Aproveito pois este Blogue para, em nome dos "Setimanistas59-60", agradecer ao "Setimanista" artista Fernando Lemos Gomes a "obra" que nos ofereceu. Tenho pena que a não tenha assinado.
domingo, 15 de novembro de 2009
O MAROTE

Nunca a conhecida frase "os últimos são os primeiros" fez tanto sentido como aqui e agora.
Vamos recordar a última entrevista aos "Setimanistas 59-60" publicada na Página dos Estudantes.O último entrevistado foi o Marote. O Marote foi(é) o PRIMEIRO de todos nós.
Ele foi o nosso incontestado líder nos idos anos de 1959-60.Exercia naturalmente a sua liderança com paciência, disciplina, humildade, respeito, sem que disso dessemos conta.
Tinha uma capacidade enorme para comunicar, motivar e dirigir .Era calmamente dinamico e ,sobretudo, era um fiel e respeitado amigo.
Infelizmente para NÓS e para toda a comunidade ,o Marote também foi o primeiro a partir.Ficámos todos a perder com essa pressa em se despedir da vida. Muitas vezes tenho-me interrogado, até onde é que iria o Marote se não nos deixasse tão cedo.
Muito do que hoje, com alegria, comemoramos e recordamos se deve ao João Manuel Rodrigues Olim Marote. Estamos eternamente devedores e agradecidos.
A única e a melhor homenagem (embora tardia) que lhe podemos neste momento fazer, é recordar o Marote através desta entrevista. OBRIGADO João Manuel Olim Marote por teres feito parte da nossa vida.
Entrevista 6 - João Manuel Marote
Dando continuidade a esta interessante rubrica, temos hoje nas colunas da “Página”, o setimanista João Manuel Marote, que dispensa quaisquer frases de apresentação.
- Como justificas o brilho das Festas do 7º ano 59/60, tão diferentes das anteriores?
O brilho das nossas festas, só tem uma justificação. O programa era vasto, em comparação com o dos anos anteriores, mas graças à excelente compreensão de todos os colegas tudo se levou a cabo e o agrado foi geral.
Repito, deve-se à boa orientação e compreensão de todos os colegas.
- Temos ouvido falar sempre da 1ª parte do Programa de Festas. Será que existe plano para uma 2ª parte nos períodos de 1960?
Não deve chamar-se 1ª parte, mas sim 1º Programa de Festas. Existem, sim, planos para um 2º Programa que possivelmente constará duma sessão artístico-cultural, da Récita e para findar, o passeio aos Açores nas férias de Páscoa.
- Sem dúvida que tu foste o eixo à volta do qual girou a organização dos Setimanistas 59/60. Mas todos os homens de acção têm geralmente um chamado braço direito. Quem foi portanto o elemento do 7º ano que mais te ajudou?
Primeiro, obrigado pelas palavras elogiosas que me diriges.
Segundo, na verdade tive vários braços direitos, mas prefiro deixá-los no anonimato e todos compreenderão bem porque procedo assim.
- Como director da “Meia - Hora dos Estudantes” és um dos rapazes que mais tem pugnado pela elevação cultural do estudante madeirense.
Contudo nós sabemos do desinteresse pela cultura que se manifesta nas massas estudantis. Como compreendes que isso se verifique?
A tua pergunta diz uma grande verdade, mas numa terra como a nossa que tem como divertimentos o cinema – raramente bom – e o futebol, não se pode esperar mais.
A falta de bibliotecas e de conferências periódicas, são a meu ver a causa do nosso desinteresse cultural.
- E dentro do mesmo assunto: qual a tua opinião sobre a “Página dos Estudantes”?
Sem dúvida alguma, a “Página dos Estudantes”, consegue ser ainda a única publicação bastante aceitável entre a massa estudantil. A orientação dada este ano, agradou imenso e só tenho a felicitar o Raposo como orientador da Página, pelo êxito da sua publicação.
No entanto, se houvesse possibilidade de sair quinzenalmente seria óptimo.
- Que visão tens dos anos passados nos bancos do Liceu?
Tenho boas e más impressões. As más esqueço - as.
Das boas recordo algumas como por exemplo a alegria de ter passado o 2º e 5º anos, as festas do 6º ano, o dia 31 de Outubro – dia em que pela primeira vez pus a capa, uma das maiores aspirações, depois de ter o 2º ciclo - , a honra que me deram os colegas de “abrir” a festa de gala na noite de 30 de Novembro, com a nossa simpática madrinha Dalila Muller Câmara.
- Que curso segues?
Sigo Económicas e Financeiras
- Porque te orientastes no sentido de cursar Económicas?
- Curso Económicas e Financeiras por ser presentemente um dos cursos que mais saída tem entre nós, podendo ainda ir de abalada até ao Ultramar.
- Que visão tens do futuro?
Francamente ainda não pensei nele a sério; pretendo para já passar o 7º ano, e depois a conclusão do meu curso. Por enquanto só isto.
- Tens a “Página dos Estudantes” à tua disposição se quiseres dirigir-te aos estudantes madeirenses.
Agradeço a tua atenção, mas como não tenho experiência e sou mais ou menos da idade dos meus colegas prefiro não me dirigir a eles. No entanto faço-lhes um pedido, que já muitas vezes fiz: nas horas de ócio, se tiverdes paciência escrevei um conto, um diálogo, uma anedota, etc. que serão bem recebidos na “Página dos Estudantes” ou na “Meia-Hora”.
Muito obrigado Marote e um futuro próspero.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
MEMORIA.MEMORIAS....
A memoria, é uma paisagem contemplada de um comboio em andamento.
ANO LECTIVO 59/60 .
O inicio do ano lectivo..O conhecer os novos colegas..Nós os das ciências.As aulas de biologia .Um prof-"sui generis" com um nome também tão "sui generis" mas que nos fazia passar por momentos tão embaraçosos!
O USAR CAPA E BATINA..Os ensaios da recita..A viagem aos Açores..As nossas festas..O baile de gala.Algumas destas memorias estão já tão longe.Correu tudo tão veloz.Por vezes ,não temos a certeza,de que realmente aconteceram.Uns episódios ,ocorrem-nos mais nítidos ,pintados com cores mais vivas,outros pelo contrario ,mais esfumadas.Descer a AV. DO INFANTE de madrugada após uma das nossas festas,sapatos de salto alto ,a calçada escorregadia, tinha estado a chuviscar.Tínhamos de correr e muito para chegarmos a horas -a da Cinderela- ,as pernas pesavam ,descemos a av.a patinar mas íamos divertidissimos!
LEMBRASTE CARMO ALMEIDA?LEMBRASTE NUNO HOMEM COSTA?
A partida para Lisboa no Carvalho Araújo,no próprio dia do último exame o de matemática.Foi tudo preparado à última hora.Os colegas no cais para nos verem partir.Grande agitação no cais era a despedida de mais um grupo de colegas rumo à faculdade.A BUZINA INSISTENTE DO BARCO ,MISTURADO COM A NOSSA ALEGRIA E ENTUSIASMO AO MESMO TEMPO QUE SENTÍAMOS A TRISTEZA DE DEIXAR A TERRA E A FAMÍLIA.De repente surge alguém que diz a Guida esqueceu-se da manta de viagem .Aproximo-me da escada do barco e começo a descer, ao mesmo tempo há um colega que ,simpaticamente sobe a escada trazia a manta.Entregou-ma a meio da escada ao mesmo tempo que fazia uma grande vénia e os colegas no cais irrompiam com uma grande salva de palmas .O protagonista desta cena teve mesmo muita graça qual -cena de teatro comédia MOLIÈRE. Por motivos óbvios não vou revelar o nome do colega em questão .Puxem pela cabeça chegam lá seguramente.
É DESTAS PEQUENAS MEMORIAS QUE SE FAZEM AS NOSSAS VIDAS.Todas as vidas, dão um romance .Algumas não um romance qualquer ,mas sim um grande romance Todas as vidas ,são fantásticas.
FERNANDO PESSOA ,TRANSFORMOU A BIOGRAFIA DE UM PEQUENO FUNCIONÁRIO DE ESCRITÓRIO "LIVRO DO DESASSOSSEGO" NUMA OBRA QUE SERÁ TALVEZ UMA DAS OBRAS MAIS INTERESSANTES DA LITERATURA PORTUGUESA.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Os Setimanistas e a MADRINHA

Há Madrinhas para todos os momentos e várias espécies de Madrinhas.
Há Madrinhas para todos os gostos e feitios
Há Madrinhas de Baptismo, Madrinhas de Casamento, Madrinhas do Noivo, Madrinhas da Noiva,Madrinhas para arranjar empregos, Madrinhas para Inaugurações, Madrinhas para presidir ao lançamento de empreendimentos. Até há Madrinhas de Guerra.
Há a Fada Madrinha que é uma entidade mágica que protege e sempre aparece para atender os desejos e interesses de seus protegidos.
Pois é, há isso tudo que é mais ou menos do conhecimento comum. Mas o que o comum dos mortais não sabe é que existe para além das categorias atrás descrita uma outra que é única e designada simplesmente por MADRINHA.
A MADRINHA dos Setimanistas 59/60. Só nós é que temos esse privilégio. Ela é a nossa FADA MADRINHA.
Em alguns contos de fadas a fada madrinha é uma senhora, geralmente de idade,não muito bonita que protege alguém durante toda a vida.
A nossa MADRINHA era e continua a ser jovem, bonita, não nos protege por que não precisamos, mas cuida de nós como ninguém, aparece sempre que nós solicitamos e ainda por cima vela pelas nossas memórias materializadas em fotografias. Não há momento ou acontecimento do nosso Sétimo ano de Liceu em que a MADRINHA, não tenha guardado no seu espólio fotográfico.
A nossa MADRINHA exige a nossa presença na sua casa no próximo dia 1 de Dezembro. Os Setimanistas exigem a sua presença nos outros dias da nossa Festa.
